Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Conversas e Café

Viajar em tempos de pandemia

Muito se tem falado sobre viajar em tempos de pandemia, aqueles tempos estranhos que requer um maior cuidado. Eu evito ao máximo tudo o que exige mais concentração de pessoas e viagens foi daquelas coisas que mais tive medo, no entanto, era algo que não poderia adiar.

Como já houvera referido outrora, fui colocada, na primeira fase de concurso nacional, na Universidade de Coimbra, a minha primeira opção e claro que não iria deixar escapar esta vaga no meu curso por causa desta (maldita) pandemia. No entanto, sou muito consciente de todos os "riscos" de acordo com as circunstâncias (que, desde já, são iguais a qualquer outra pessoa sem patologias associadas) que viria a correr. E claro que tudo isto não foi levado de ânimo leve mas arrisquei e lá vim eu com metade da Madeira às costas pronta para mais uma aventura, uma nova etapa da minha vida. 

Quanto à minha experiência na viagem Funchal - Lisboa, tenho vários aspectos que considerar mas posso, desde já, garantir que tudo foi MUITO seguro e tranquilo. Chegámos ao aeroporto ainda o sol dormia, apanhámos o primeiro voo da TAP desse dia. Despachámos a bagagem de porão, respeitando a sinalética utilizada no chão, mantendo assim os dois metros de distanciamento social, depois fomos para a sala de embarque, onde mais uma vez todas as normas, desde a máscara ao distanciamento, estavam bem presentes, passámos na zona de segurança do aeroporto e seguimos para as portas de embarque, tudo de forma muito calma e segura. Nestas zonas, deparámos com vários postos de solução à base de álcool gel para manter as mãos devidamente higienizadas e desinfetadas.

O maior medo, o avião. Não pelo facto de viajar pois é algo que pessoalmente adoro, mas sim por estar num sítio fechado com muitas pessoas ao meu redor. Tinha muito receio se alguém teimasse em não colocar devidamente a máscara de proteção, no entanto, nada passou de um receio e toda a gente cumpriu, de forma exemplar, quanto a esse aspecto. 

Chegamos a Lisboa, fomos de "autocarro" até ao terminal 1 para buscar a bagagem e sair dali. Aí o pânico instalou-se. Distanciamento de dois metros era inexistente. Ao contrário do Aeroporto da Madeira, havia poucos postos para a desinfeção das mãos, já para nem falar que não havia qualquer formulário ou teste para fazer antes de seguir cada um a sua vida. E as setas e toda a sinalética adotada? Nada era respeitado. Um caos! Por momentos pensei que estava a reviver os velhos tempos sem Covid, aqueles em que uma pessoa era" livre", só que desta vez a "brincar" às máscaras.

No entanto, já estamos em Coimbra, estamos bem, não apresentamos qualquer sintoma associado à Covid, graças a Deus! Os meus pais voltam à ilha dentro de poucos dias onde vão efectuar testes à Covid à chegada. Temos desinfetado vezes sem conta as mãos, usado máscaras até mesmo na rua, ao ar livre. Tomando, assim, todas as precauções possíveis e imaginárias para que tudo corra bem. 

Para concluir, só gostaria que o Governo Português desse um pouco mais de atenção a esta questão dos aeroportos onde circulam diariamente imensas pessoas de todas as partes do mundo. Acho que não seria má ideia haver mais restrições e apertar mais nas medidas à chegada, não só de passageiros estrangeiros mas também passageiros do nosso país. Ninguém tem escrito na testa que está infetado com Covid - 19. É só a minha opinião, vale o que vale. 

A autora

foto do autor

Translate

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub