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Conversas e Café

Toda a verdade sobre o sensor Freestyle Libre da Abbott

Olá, olá, 

Já falei antes por cá no blog do meu primeiro contacto com o sensor Freestyle Libre da Abbott e o quão entusiasmada estava com ele (post aqui) e hoje, venho, uma vez mais, com toda a minha honestidade, falar-vos um pouco mais sobre este sensor e mostrar-vos um outro lado que talvez seja desconhecido por a maioria dos diabéticos. Acho que é muito importante partilhar esta experiência convosco e revelar algumas coisas sobre este sensor. Mais uma vez, com toda a verdade e honestidade possível e imaginária pois estamos a falar, simplesmente, da nossa saúde e todos os diabéticos têm plena consciência de todas as consequências que pode acarretar em casos de descontrolo. 

O que eu vou contar-vos hoje, não tem o intuito de ir contra o sensor pois continuo a achar esta iniciativa algo bom. Muito pelo o contrário, pretendo, com este post, abrir horizontes, informar, talvez o que ninguém saiba ou talvez tenha receio de abordar. 

A história começa como todas as outras, colocar o sensor, fazer a leitura após os 60 minutos de espera e administrar insulina de acordo com a contagem de hidratos de carbono e a correção. Algo que parece simples, sem envolver sangue à mistura. E de facto é. O problema está mesmo nos resultados obtidos e foi isso que me fez pensar se queria manter este sistema de "controlo" da glicémia na minha vida ou se preferia o tradicional método da picada do dedo. 

Os valores obtidos pelo sensor comparativamente com os da picada no dedo (e sim, ver a glicose diretamente no sangue é muito mais fiável), são abismais, eu diria quase que assustadores. 

Por vezes, no sensor marca valores muito mais altos que no sangue mas a maior parte das vezes, no meu caso, os níveis de açúcar, de acordo com o sensor, estavam muito mais baixos comparado ao teste da picada no dedo. E não era diferenças nada pequenas, não. Eram diferenças de 100 ou 150 mg/dl, algo extremamente preocupante. 

Muitas pessoas referem em ligar para a Abbott, o laboratório responsável por este sistema supostamente revolucionário na vida dos diabéticos, mas, muito sinceramente, não irá resolver de muito pois, sinceramente, embora troquem o sensor gratuitamente, não irão resolver o meu problema. Pois eu não quero um outro sensor, eu quero que melhorem a qualidade do mesmo, quero a certeza que este sistema é de confiança e não andar com esta incógnita constantemente dentro de mim. Não estamos a brincar ao faz de conta, trata-se de saúde e com isso, não se brinca. 

E por se tratar de algo que eu levo tão a sério que decidi, por fim, retirá-lo. E pelo que parece, há muitos mais casos parecidos com os meus. Por isso, apelo a todos os doentes que têm este sistema de "controlo", que verifiquem, na próxima medição e que comparem com a picada do dedo, não custa nada. 

E durante este tempo de utilização, não sei se fiz a dosagem certa, não sei se a glicose esteve de todo controlada como eu julgava estar. E todo um turbilhão de questões veem-me à mente e faz sentir-me revoltada e confusa com tudo isto mas vamos levar tudo isto com muita calma, da forma mais pacífica e positiva possível e esperar pela próxima consulta, pelo resultado das novas análises. Vai correr tudo bem, há que manter a esperança. 

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