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Conversas e Café

Uma viagem por 2021...

Olhar para 2021, que está mesmo na reta final, e pensar nas voltas que este ano deu deixa-me de certa forma nostálgica e, sobretudo, muito grata por cada segundo. 

Este ano ensinou-me tanto. Cresci imenso enquanto pessoa. Aprendi a ser a minha melhor versão todos os dias até, finalmente, encontrar algures em mim a minha verdadeira essência, aquilo que sou realmente e aquilo com que mais me identifico atualmente. Este ano fez-me abrir os olhos, uma vez mais, em relação às pessoas que me rodeiam e da forma como se relacionam e interagem comigo. Perdi amizades, sim. Mas sinto que não perdi nada com isso, só ganhei. Apenas me desprendi e fui soltando lentamente para ver se do outro lado agarravam a corda, puxavam-na e insistiam em mantê-la. Pode parecer rude da minha parte e até posso parecer ingrata ou a má da fita mas por vezes, é necessário. E diga-se de passagem, amigos de verdade não têm de falar vinte e quatro horas por dia mas sim, quando estão presentes ou quando te procuram, a ligação que existe e a qual chamamos de "amizade", não mudar! 

Por outro lado, se perdi amizades, também criei novas, conheci novas pessoas e especiais para levar para a vida e fortaleci laços com algumas outras já de anos. Portanto, a todos aqueles que decidiram ficar na minha vida por mais um ano, gratidão infinita, vocês são estupendamente maravilhosos e não há forma de vos agradecer pelo tanto que fazem por mim todos os dias. 

Este ano foi uma montanha russa de emoções. Sabem quando tudo vos parece estável, monótono até que a vida arranja uma maneira de vos surpreender? Eu, pelo menos, senti isso. Mas foi talvez essas "surpresas" da vida que me tornaram nesta minha versão mais resiliente, firme, forte e determinada. E note-se que quando falo em "surpresas" não se trata apenas do jeito como a vida resolve tirar o tapete uma vez por outra mas também quando nos surpreende pela positiva. E isso ensinou-me que, mesmo quando tudo parece estar monótono (do género "gira o disco e toca o mesmo"), ela está sempre em movimento, a vida continua a acontecer à nossa volta. Porém, estamos tão centrados e focados naquela monotonia que não conseguimos ver mais além.

Em 2021 perdi alguém especial, que agora é só mais um anjinho que está lá em cima a olhar por mim. No entanto, por mais que possa doer, acho que consegui aceitar melhor esta partida, também porque era algo que já estava à espera e considerando o estado de saúde e de evolução tão avançada da doença, seria egoísta da nossa parte enquanto família, querer prendê-la à terra por mais tempo. Enfim, estava na hora de deixa-la ir.

Ao fazer esta viagem no tempo, permitiu refletir e reviver todos estes momentos, a maior parte deles felizes mas todos eles pautados de aprendizagem e crescimento pessoal. Se me pedissem para descrever este ano em uma só palavra, eu diria convictamente RESILIÊNCIA, isto porque depois de tanta volta e reviravolta que este ano já deu, sigo em frente, pronta para um novo ano, determinada e de cabeça erguida, mesmo sem uma lista de objetivos predefinidos, vou, simplesmente, por onde o vento me levar. E que me leve a bom porto. 

Carta ao Pai Natal

Querido Pai Natal, 

Escrevo-te com o intuito de que, neste natal, coloques no sapatinho de todas as pessoas do mundo mais paciência, consciência e amor. Paciência, para que pudemos ser mais gentis e mais humanos durante o próximo ano que se avizinha. Consciência, para que possamos olhar para o mundo, observar e refletir sobre os nossos atos e da forma como estes interferem ao conviver em sociedade. Amor, para que sejamos menos egoístas e mais unidos enquanto pessoas sem esperar nada em troca, apenas dar genuinamente. 

Que neste natal possamos estar reunidos com quem mais amamos e que valorizemos cada minuto, cada sorriso, cada abraço, cada momento partilhado. 

Afinal, não é preciso muito mais do que isto para ser verdadeiramente feliz. 

Que seja um feliz natal para todos nós com saúde, paz e muito (mas mesmo muito) amor!

Feliz Natal.jpg

 

Dezembro, és tu?

Todos os anos, por esta altura fico com aquele brilhozinho no olhar, sinto o calorzinho da magia do natal a envolver-me no seu abraço. Este ano, porém, parece tudo tão diferente e tão indiferente à minha pessoa. Sou eternamente grata à vida por dar-me mais uma oportunidade de celebrar esta época que se aproxima perto dos meus, no entanto, reconheço, e assumo, o meu estado de apatia perante ao espírito natalício. Aquele que ainda não suscitou dentro de mim. Tal indiferença leva-me a questionar se será isto que os adultos, ano após ano, realmente sentem e que escondem perante o olhar fascinado das crianças. 

Não sei explicar mas essa tal magia que tantos falam e sentem ainda não se despertou algures em mim. Talvez por estar a "crescer" e ter uma outra visão sobre o mundo à minha volta ou talvez, por outro lado, no meio de tanta azafama do dia a dia, o que menos penso e me preocupe seja contar os dias que restam para o término de mais um ano. 

Não sei, passou tudo tão rápido mas ao mesmo tempo tudo tão lentamente. Parece que se viveu vinte e quatro horas num abrir e fechar de olhos porém três anos em doze meses. E de repente, assim de mansinho, como ninguém quer a coisa, já estamos em dezembro, já é natal outra vez. E de certo modo, esta noção da passagem de tempo inquieta-me, incomoda-me, confunde-me. E é nesta inquietação e desorientação que se vive. Como assim as noites quentes de verão deram lugar às manhãs frias de inverno? Os dias longos que pareciam nunca mais ter fim deram lugar aos pores do sol por volta das cinco da tarde? É o tempo a mudar. É o tempo a passar. Enfim... O que sei, é que voltaste, último mês do ano, para encerrar mais um ciclo. E que ciclo!

Mesmo assim, sem estar enfeitada com luzinhas que piscam a um distância considerável, nem com a alma pomposamente decorada nos tons brilhantes de dourado, sê sempre bem vindo, Sr. Dezembro! 

Por que ficamos tristes de perder pessoas que nos magoaram?

Li esta pequena questão numa publicação no Instagram. Nesse momento perdi-me logo a refletir sobre uma eventual resposta, talvez precipitada, diria, mas mesmo assim, senti que esta questão era digna de um tema de reflexão. Desse modo, decidi abordá-lo por aqui. Afinal "Por que ficamos tristes de perder pessoas que nos magoaram?". 

Primeiramente, não custa nada relembrar e passo a citar uma outra frase que li nestes últimos dias: 

Nem tudo são perdas. Algumas coisas são livramento.

De facto, se pensarmos bem, com alguma racionalidade, se pretendemos ser felizes, devemos viver com leveza. Relacionarmo-nos com pessoas (independentemente do tipo de relação, seja amizade ou algo mais!) ou situações tóxicas e negativas, em que nada nos acrescenta senão tristeza, mágoa, dor ou qualquer outro tipo de sentimentos negativos, não é viver com essa tal leveza, felicidade ou até mesmo plenitude. Por vezes é necessário libertar-nos disso para pudermos seguir em frente e de cabeça erguida. E não tem mal nenhum em fazê-lo. A isso chama-se crescer e evoluir. Expandir horizontes. 

Depois, e voltando ao cerne da questão, talvez até ficamos assim por colocarmos demasiadas expectativas e acharmos que "desta vez será diferente", no fundo, é essa esperança, essa expectativa que coloca o relacionamento (seja ele qual for) num outro patamar. Daí "gastarmos" o nosso tempo, dedicarmos toda a nossa atenção, depositarmos toda a nossa energia, até mesmo querermos mudar por essa pessoa/situação, mas eu pergunto-me (e a vocês também) "Para quê? Será que deveríamos mudar por elas ou por nós mesmos?" Ah, pois!

O que é certo é que estamos todos de passagem, nada é eterno e cada pessoa tem o seu tempo para permanecer na tua vida, no teu caminho, com o propósito de ensinamento. Cada um deixa em ti uma lição. Mesmo que seja ela pautada pela dor. Mas aí, só depende de ti, a forma como vais encarar e viver com isso. Essa lição pode ser tanto positiva como negativa, isto é, algo que te possa transformar positivamente de modo com que aprendas a te relacionares com outras pessoas futuramente ou então possa servir de exemplo a não seguir. Agora é uma questão de adaptar à vossa realidade e aceitar simplesmente. 

Obviamente que a tristeza e desilusão é algo que se manifestarão naturalmente pois as memórias felizes sempre virão ao de cima mas pensando racionalmente sobre o assunto, não estaremos apenas a "romantizar" tudo como mecanismo de autodefesa de modo a atenuar os momentos que provocaram uma maior dor/mágoa em vós?! Será mesmo que vale a pena continuar a bater na mesma tecla e correr atrás depois de tudo? Ou agradecer à Vida/Universo/Deus (ou naquilo que vocês acreditam) por vos ter livrado dessa situação/pessoa? Já pensaram que foi melhor assim? Nada acontece por acaso. Tudo tem uma razão de ser! E tenho a certeza que o melhor ainda está por vir, a seu tempo. Pois quando o tempo de permanência é ultrapassado, já não é bom para nós e em nada nos acrescenta! 

Pensem nisso! 

E enquanto pensam, quero saber, na vossa opinião, o porquê de ficarmos tristes quando perdemos alguém que tanto nos magoou. Será apego? Ou será porque depositamos muitas expectativas nelas?

Deixo também, abaixo, o post que me fez abordar tal reflexão: 

 

 
 
 
 
 
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Estou vacinada!

Estou bácinada! *ler com "sotaque do norte"* (desculpem mas não resisti fazer esta piada, mas que fique registado que adoro a pronúncia do norte do nosso país!). 

Na verdade já estou (toda) vacinada desde o dia 19 de agosto porém, só hoje é que vi dar feedback da minha experiência um pouquinho traumatizante, com esta minha segunda dose da Pfizer. Se na primeira dose foi super tranquilo, que até fiz um post aqui, esta foi um pouco mais "difícil". 

Não querendo traumatizar as pessoas que ainda estão indecisas sobre ir ou não levar a vacina, e se ainda há pessoas com esse dilema, ainda há tanta dúvida porquê? Porque preferem ouvir os TikToks ou vídeos de movimentos antivacinas em vez dos especialistas, voz da ciência?! Não se acredita tudo o que se lê, atenção!

Mas quanto à segunda dose, digamos que estava tudo tranquilo depois da vacina, até ao dia seguinte. Acordei já com sintomas de gripe e com febre que se prolongou durante todo o dia mas nada que o meu amigo ben-u-ron de 1g de 6h em 6h não resolvesse. Nesse dia, lembro-me do esforço que fiz para ter de sair de casa, já nem me lembrava de como era sentir-me doente. No entanto, quanto a sintomas ficou por aí. Já para nem falar do braço inchado que ainda hoje está um bocadinho. O meu maior medo era mesmo se passava mal a noite, visto que às 2h da manhã seria a hora da próxima toma mas, sinceramente, nem senti necessidade de me intoxicar e dormi que nem um anjinho e acordei fresca que nem uma alface do LIDL. 

Isto para dizer que passei por um bocado mas tenho a certeza que valeu a pena pois tenho a vacinação completa e não poderia estar mais feliz e radiante por ver uma luz ao fundo do túnel. 

Vacinem-se também. Protejam-se, a vocês e aos outros! 

A primeira já está!

Hoje foi a minha vez. Quando dei por mim lá estava eu, com uma agulha espetada no braço a levar a minha primeira doze de esperança da Pfizer. Não há palavras para descrever o que senti naquele momento. Senti que finalmente pude ver a luz ao fundo do túnel, que dei um paço rumo ao início do fim de todos estes tempos atribulados que estamos a viver. Houvera inscrito-me no portal da saúde, mas, mesmo sem resposta, um anjo, no qual estou eternamente grata, uma amiga minha, deu-me um contacto para agendar. 

Liguei uma vez, estava indisponível, aguardei. Quando ia ligar uma outra vez, recebo a chamada de volta, atendo sem hesitar. Mal digo que gostaria de agendar a minha vacina, do outro lado da linha recebo a resposta "temos uma vaga para agora, tem disponibilidade?" respondi prontamente com um "sim" com um entusiasmo tal que nem eu própria sei de onde vinha. Em 20 minutos estava lá, toda feliz da vida, com um sorriso de orelha a orelha mesmo com uma máscara a cobri-lo. Finalmente haveria chegado à minha vez, estava emocionada, mesmo indo às cegas quanto à vacina que iria levar, estava a torcer que fosse a Pfizer, não duvidando da qualidade das restantes aprovadas pela UE (União Europeia), atenção. 

Quando soube que era mesmo essa que iria levar, quase que cresci dois metros de tanta felicidade. Não doeu, esperei os meus trinta minutos e agora vos escrevo a partir de casa, a torcer igualmente que o meu corpo/organismo reaja bem à vacina nos próximos dois dias. A ver vamos. No entanto, a primeira já está e não consigo conter tanta a alegria que há em mim pela tão desejada vacina que veio aumentar a esperança de um dia de amanhã mais para o "normal". 

Vacinem-se! É seguro, rápido e a nossa única arma para travar esta pandemia! 

11 anos de diabetes

Deixem-me contar-vos uma história, de uma menina com apenas oito anos, a caminho dos nove, que na semana em que foi considerada a “melhor aluna da semana” mal sabia que essa seria a última semana de uma vida “normal” de criança. Aí, no dia 13 de março de 2010, num sábado, em que o sol brilhava por entre as nuvens que teimavam cobri-lo, o seu mundo desabou. Um trambolhão na sua vida graças a um diagnóstico de uma doença “para toda a vida”, segundo um pediatra rude que lhe deu internamento. Essa menina foi obrigada a crescer na enfermaria onde estava, entre deslocações de ambulância para formações sobre a sua doença, entre o colo dos pais, dos familiares e ainda com as cartas dos amigos da escolinha que tomaram a iniciativa de as escrever. Essa menina, entretanto, continuou a crescer, nunca permitiu que o sorriso do seu rosto se apagasse, foi sempre muito forte e madura na sua luta diária contra a diabetes fazendo de tudo para a controlar e para ter, no mínimo, uma vida plena e o mais normal possível apesar das circunstâncias.

Hoje, faz 11 anos em que lida diariamente com a Diabetes, 11 anos de luta quotidiana, feita de conquistas, umas tantas frustrações mas acima de tudo muita dedicação, foco e esforço. E 11 anos depois essa menina, mais propriamente, EU, não perdeu o sorriso pois é a sorrir que tudo fica mais leve e mais fácil de se suportar.

 

 

 

[ Texto da minha autoria também publicado no meu Facebook pessoal e no Instagram! ]

3 anos de (muitas) Conversas e Café

Criei um blog há três anos. Sem expectativas, muitos sonhos e temas para falar. Com muita vontade de expressar-me ao mundo através da minha escrita a minha essência, a minha verdade e os meus gostos. Não tinha grandes esperanças que este fosse lido, para mim, duas ou três visualizações, já me era mais que o suficiente. No entanto, 3 anos depois estou aqui. Sou péssima com datas, tanto que nos anos anteriores ela passou em claro mas este ano não. 

Este ano quero agradecer-vos pelo carinho, pelo tempinho que tiram para o ler e trago a promessa que assumirei este desafio até ao fim, desafio de trazer-vos conteúdo apesar de todos os compromissos profissionais e até mesmo apesar de estes não surgirem com tanta afluência que gostaria por circunstâncias da vida, quiçá. 

Quero agradecer, sobretudo, aos meus leitores que contribuíram para que desse continuidade a este meu projeto que tanto me entusiasma, que tanto faz crescer e expandir horizontes. Obrigada pelo carinho, apoio e por cada comentário, o vosso feedback é tão importante para mim, não digo isto em termos estatísticos e de popularidade, pois para mim o número de visualizações, independentemente que tenha dois dígitos ou quatro, são apenas números, são apenas meras estatísticas. Digo sim, pela interação. Pela "relação" que estabeleço convosco, contacto esse que esta plataforma digital nos permite e que eu tanto adoro.

Um obrigada não chega para vocês que continuam comigo ou até mesmo que caíram de para quedas por aqui e que decidiram permanecer, vocês que não são só de Portugal mas que estão espalhados por este mundo fora, o mais sincero OBRIGADA. 

Foram três anos formidáveis pelo qual não me canso de agradecer. Espero que venham muitos mais anos, que possa contar convosco.

Por agora, o mais importante que tudo isto, é manterem-se em segurança e com saúde.

Cuidem-se!! 

♡ 

A Saudade...

Guardo em mim a saudade... Aquele sentimento que não se explica, nem se traduz. Algo tão nosso, tão português que nasceu com o fado, e que se sente. Aquele desaconchego que inquieta até mesmo a alma mais serena. Há quem diga que a saudade é algo que causa a dor ou o desconforto, uma autêntica agitação na consciência.

A saudade muitas vezes utilizada para melhor descrever as memórias de um passado longínquo que não volta mais, aquele momento nostálgico em que sentimos um aperto no coração e até mesmo um brilho subtil no olhar. 

E é na saudade que vivemos, nos momentos de maior incerteza sobre o presente e até mesmo o futuro, são nas memórias o seu maior refúgio e o coração palpita a sua forma de expressar. E é neste sentimento que, mais nenhuma outra palavra sabe explicar, sonhamos e acreditamos. É na saudade onde fica guardado, bem arrumadinho, como se de uma gaveta se trata-se, tudo o que de melhor temos, os momentos, as memórias, as recordações. E quando aberta, experienciamos nostalgicamente o que foi, o que aconteceu. 

É nessa saudade, tão nobre e tão nossa, que vivemos o quotidiano, com esperança de um dia voltar a ser tudo como fora outrora. 

Sobre ela, pouco se sabe, pouco se explica mas sei que a sinto. A saudade de uma vida melhor, de uma liberdade desmedida, de momentos felizes ao lado de quem me faz sentir viva com abraços e mimos sem fim. É esta a minha saudade.

Qual é a vossa?

Uma viagem no tempo algures por 2020...

Dois mil e vinte,  vinte - vinte, também conhecido, para muitos, como o "pior ano da sua vida". Exceto para mim. Eu que faço parte da minoria que este ano, em termos pessoais, foi dos melhores dos últimos tempos. Foi um ano, no geral, de aprendizados em que todos fomos arrastados, de forma inevitável, para esta loucura que é a pandemia. Fomos postos à prova, completamente fora da nossa zona de conforto, onde os afetos foram todos aniquilados, quase na totalidade, e substituídos pelo distanciamento. 

Quanto a mim, não posso me queixar, 2020 trouxe muita concretização de objetivos. Atrevo-me a dizer que todos aqueles que havia planeado outrora, algures no final de 2019, foram realizados. E agora que olho para trás, vejo que só tenho motivos para agradecer e sentir-me abençoada por este ano incrível, que tirando a pandemia, correu perfeitamente bem superando qualquer expectativa. Cada vez mais acredito que tudo acontece por uma razão e esta pandemia demonstrou a fragilidade e venerabilidade humana, o quão impotentes e pequeninos somos, mas também, vendo o copo meio cheio, toda esta situação atípica colocou certos valores à tona, algo que nem valorizamos antes, até mesmo a nossa liberdade. 

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Para o ano que se avizinha, o principal objetivo, a principal meta é saúde e deixar a vida fluir, sem grandes planos ou expectativas. É viver o momento ao máximo, aproveitar cada segundo e ser grato por isso. 

Portanto, desejo a todos os meus leitores que me acompanharam ao longo deste ano, e de todos os outros anos, a todos vocês um abençoado e luminoso 2021. Que esse ano traga amor, paz, saúde e muita luz. Calma e serenidade e que não esqueçamos os as coisas simples da vida, de as praticar diariamente ao longo dos próximos 365 dias. 

Bom ano para todos vocês.

E um especial obrigada a quem tira um tempinho ler e acompanhar tudo o que se passa por aqui. 

❤️

 

 

 

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