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Conversas e Café

Diabetes | O que ninguém conta sobre hipoglicémias?

Vou falar-vos hoje sobre um tema delicado, talvez uma das coisas que dá-me mais medo de acontecer na minha doença, as hipoglicémias. E se não as sinto? Vou parar ao hospital em estado de coma. É um desafio enorme lidar com a diabetes, digo isto mesmo passados onze anos de doença. É uma doença crónica quase inofensiva aos olhos e muitas vezes desvalorizada mas ela existe e exige uma especial atenção, um constante controlo, para que tudo dê certo e com vista num futuro com maior qualidade de vida possível, mesmo que esse futuro obrigue a picadas e tudo mais. E cabe a um diabético, independentemente, do tipo diagnosticado, I ou II, garantir essa qualidade de vida e esse controlo. 

Mas centremos-nos nas hipoglicémias, que é o tema que vim abordar hoje. Estas são as conhecidas, numa linguagem mais simples, por "baixas de açúcar". Constam, simplesmente, quando o açúcar no sangue encontra-se abaixo de 70mg/dl. As pessoas sem esta patologia também podem ter baixas de açúcar isto se passarem muito tempo sem comer, por exemplo. E é muito fácil perceber quando tal acontece pois provoca um mau estar gigante. Começa geralmente com uma mudança de humor repentina, uma pessoa quando começa com uma hipo, geralmente, começa a ficar um pouco alterada (acontece-me às vezes), depois começa a transpirar, a tremer, fica com (muita) fome, um tanto de dor de cabeça, uma fraqueza com a sensação de "leveza" e quanto mais baixos piores são os sintomas, incapacidade de concentração, perturbações na visão, até mesmo convulsões e desmaio que conduz ao coma. 

No entanto, não é só isto que interessa saber sobre as hipoglicémias, há muito mais coisas que necessitamos de saber sobre o assunto e isto foram coisas que fui descobrindo aos poucos com as minhas próprias experiências e outras ditas pelas próprias enfermeiras e a minha endocronologista que me acompanham desde o início desta dura jornada. 

 

Uma hipoglicémia deixa sequelas

Uma hipoglicémia afeta o cérebro. Quando a temos, o cérebro comanda o nosso corpo a produzir adrenalina nos mais diversos órgãos, tal como o fígado, por exemplo. Daí a importância de tratar da hipoglicémia assim que sentimos que algo não está bem connosco. Pois, quanto mais tempo tivermos com uma baixa de açúcar mais o nosso corpo vai precisar de adrenalina e é importante ter em mente que o açúcar é o principal produtor de energia no nosso corpo portanto o défice e o excesso do mesmo no sangue é prejudicial. Independentemente do tempo que estivermos em baixa, seja 15 minutos ou mais, vamos acabar sempre com sequelas que são irreversíveis uma vez que se trata de células "queimadas" no cérebro. Mas é muito diferente o seu grau de sequelas se compararmos um hipo de 15 minutos a uma hipo de 30 minutos, por exemplo. 

 

O cérebro demora entre 24 a 48 horas a recuperar de uma hipoglicémia 

Como já foi dito anteriormente, o cérebro tem um importante papel na produção de adrenalina para ajudar a tratar das hipos. E também já falamos das sequelas. O que acontece é que essas sequelas são sentidas ao longo de um tempo no entanto, aquelas 24 a 48 horas são fundamentais e determinantes para a evolução das sequelas. Neste período de tempo, não é recomendado fazer qualquer tipo de esforço intelectual uma vez que o cérebro ainda está a recuperar do sucedido. Exercícios que exijam de tal forma da mente, bem como a capacidade de processar informação, é bem mais lenta do que habitual. Deste modo, uma coisa que a maior parte das pessoas desconhecem e que é muito desvalorizado sobretudo no mundo académico, é que um estudante que é diabético e teve baixas de açúcar nas 48 a 24 horas antes da prova de avaliação, seja ela exame, teste, frequência ou o que for, não pode, e tem o direito de recusar-se, a fazer a sua realização, uma vez que pode ser prejudicado devido à sua incapacidade de concentração e de processamento de informação, isto tudo segundo os enfermeiros e médicos especializados na área. 

No entanto, isto é tudo muito bonito, mas na realidade, ninguém quer saber. Já realizei, ao longo da minha vida académica, vários testes e exames que exigiam o melhor de mim, no entanto, muitas das vezes ignorei o facto de ter tido uma hipo no dia anterior e a realizei. Se conseguia tirar melhor nota, até podia ter conseguido mas enfim... 

E durante esse período, vais sentir-te a pessoa mais inútil na vida por não conseguires explicar o teu raciocínio de forma clara, vais sentir-te "babada", sem pachorra nem forças para fazer nada senão estar deitada a ver uma boa série ou um filme. É normal, acontece! 

 

Depois da hipoglicémia, a insulina

Leram perfeitamente bem. Após tratar uma hipoglicémia há que saber cobrir os "danos" dos açúcares com a insulina antes que tenhamos surpresas desagradáveis na próxima refeição. Para isso, depois da estabilização dos níveis de açúcar, aplicar duas a três unidades de insulina de modo a reverter a subida exponencial do açúcar no sangue é o ideal. Mas nota que é importante que na próxima dosagem tenhamos em mente da quantidade aplicada após a hipo e descontá-la na próxima refeição/aplicação.

 

As hipoglicémias podem acontecer horas depois da prática de exercício físico

O senso comum tem a tendência a achar que o exercício físico baixa a glicémia logo após a sua prática. Eis uma teoria errada. Na verdade, vai depender de vários factores, desde ao tipo de exercício físico que praticamos (aeróbicos ou anaeróbicos), do esforço e da duração da prática de atividade física. Tudo isto influencia nas alterações da glicémia. Por isso prefiro e sempre procuro conjugar exercícios aeróbicos com exercícios anaeróbicos nas minhas rotinas de treino, isto é, na parte aeróbica, o cardio (passadeira, bicicleta, saltos, etc.), e na parte anaeróbica, musculação. E este método sempre me ajuda a controlar melhor a situação dos açúcares no sangue. 

No entanto, nunca estou livre de uma hipoglicémia cerca de 4 - 6 horas da prática de exercício físico. Muitas vezes tal acontece pois fiz muito esforço num intervalo de tempo muito curto. Quando tal acontece, logo após o treino (que é perto da hora da minha refeição), tenho uma hiperglicémia, isto é, os níveis de açúcar disparam devido às hormonas libertadas também durante o treino tais como a adrenalina e a endorfina, entre outras. Aí tenho que ter especial atenção em reduzir umas duas unidades de insulina do valor previsto que daria numa situação normal para que tal não aconteça. 

Isto para dizer que muitas vezes o processo é inverso e que podemos ter uma queda brusca dos níveis de açúcar do sangue, não logo depois à pratica de exercício físico como passado algum tempo depois. 

 

Já, agora para terminar, gostaria de relembrar os cuidados a ter quando se aproxima de uma hipoglicémia ou quando estamos em hipoglicémia, estas recomendações também são importantes para quem convive com diabéticos e que podem ser muito úteis, uma vez que podem salvar de uma hipo bem como das suas consequências, tal como o coma.

Prestar atenção aos sintomas que descrevi anteriormente (alterações de humor, fadiga, suor, tremer, dor de cabeça, fome, perturbações na visão, sensação de desmaio/fraqueza); 

2º Medição da glicémia: aqui há vários cenários importantes a ter em conta que vão depender do valor. 

  • até 70ml/dl - ingestão de alimentos.

                    Opções: sumo de laranja ou banana ou bolacha MARIA ou ameixa seca.

 

  • de 50 a 70ml/dl - ingestão de 2 pacotes açúcar + lanche 

                    Nota: Após estabilizar, insulina!!

 

  • abaixo de 50 ml/dl - ingestão de 3 pacotes de açúcar + lanche

                   Nota: Após estabilizar, insulina!! 

 

  • em caso de desmaio - colocar açúcar nos lábios e injetar a injeção de emergência, chamar a linha de emergência e explicar a ocorrência. 

 

E assim me despeço.

Boas glicémias!

11 razões para tomar colagénio

Olá malta, hoje vim compartilhar convosco os motivos para tomar colagénio. Pessoalmente comecei por tomá-lo, como suplemento alimentar, nesta quarentena. E um dos motivos foi, sem dúvida, o enfraquecimento e a queda de cabelo. Já revelei que tenho tendência à queda de cabelo devido a n factores desde a insulina até a problemas hormonais que fazem com que a queda de cabelo bem como o enfraquecimento do mesmo seja algo natural e contínuo independentemente das estações do ano. 

Por isso pesquisei sobre o assunto e depois daquilo que li, decidi começar a tomar este suplemento. 

O que é o colagénio?

O colagénio é das principais proteínas estruturais do nosso corpo de origem animal. Tem como função primordial dar firmeza, sustentação e elasticidade à pele, cartilagens, músculos e estruturas do corpo cujo não necessitam de sustentação dos ossos mas sim de suporte. 

 

Onde está presente?

O colagénio encontra-se presente na alimentação tal como todas as outras proteínas necessárias ao funcionamento do nosso organismo, no entanto, há alimentos que são mais ricos nesta proteína que outros. As principais fontes de colagénio são:

  • Gelatina
  • Carnes e ovos
  • Frutas cítricas e frutos vermelhos
  • Castanhas, nozes e amêndoas
  • Aveia e soja
  • Tomate, pimenta e beterraba
  • Vegetais de cor verde- escuro (brócolos, por exemplo) e laranja
  • Chá branco
  • Alho
  • Peixes e ostras
  • Feijão 
  • Ervilhas 
  • Uva

No entanto, é importante reforçar a suplementação desta proteína no organismo. E um bom suplemento alimentar composto essencialmente por colágenio pode ser uma boa opção. Tomo em cápsulas mas também existe a opção de Colagénio ou Colagénio Hidrolisado em saquetas que permite desfazer em sumos, água, sopas, etc. 

Benefícios de tomar colagénio: 

  1. Ajuda na hidratação e elasticidade da pele, prevenindo e atenuando a celulite e as estrias.
  2. Regula a produção de insulina. 
  3. Fortalece o cabelo, unhas, ossos e articulações.
  4. Melhora a resistência dos músculos.
  5. Dá saciedade, portanto, é um bom aliado para a perda de peso. Porém, o colágenio em pó da melhor sensação de saciedade comparativamente aos de cápsula. 
  6. Ajuda a desintoxiacar o fígado e cura os efeitos da ressaca no dia seguinte.
  7. Ajuda a evitar as úlceras de pressão - lesões que se formam na pele quando uma parte do corpo fica muito tempo na mesma posição. 
  8. Reveste o intestino, evitando inflamações. 
  9. Reduz o surgimento de rugas e ajuda a tratar aquelas que já estão presentes.
  10. Ajuda na saúde hormonal e na saúde dentária. 
  11. Trata cicatrizes. 

Comprei um fraco com 60 comprimidos por 15,95€ na Bioforma. Sendo que tomo uma cápsula por dia, dá  para dois meses e considero que é um investimento pequeno face à quantidade de produto. E em menos de dois meses de suplementação, já notei diferença, principalmente no cabelo, que era o principal objetivo mas também na própria pele. O rosto está mais bonito e aparenta muito mais saudável, até mesmo o acne está mais calmo. As poucas estrias e celulite que tenho, devido ás constantes alterações de peso, estão cada vez menos visíveis. Portanto estou a notar os efeitos e estou a gostar muito deles. 

Só bons motivos para tomar colagénio então aliado com um estilo de vida equilibrada e saudável, os resultados notam-se.

Contem-me se tomem qualquer suplemento alimentar.

 

A autora

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