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Conversas e Café

A primeira já está!

Hoje foi a minha vez. Quando dei por mim lá estava eu, com uma agulha espetada no braço a levar a minha primeira doze de esperança da Pfizer. Não há palavras para descrever o que senti naquele momento. Senti que finalmente pude ver a luz ao fundo do túnel, que dei um paço rumo ao início do fim de todos estes tempos atribulados que estamos a viver. Houvera inscrito-me no portal da saúde, mas, mesmo sem resposta, um anjo, no qual estou eternamente grata, uma amiga minha, deu-me um contacto para agendar. 

Liguei uma vez, estava indisponível, aguardei. Quando ia ligar uma outra vez, recebo a chamada de volta, atendo sem hesitar. Mal digo que gostaria de agendar a minha vacina, do outro lado da linha recebo a resposta "temos uma vaga para agora, tem disponibilidade?" respondi prontamente com um "sim" com um entusiasmo tal que nem eu própria sei de onde vinha. Em 20 minutos estava lá, toda feliz da vida, com um sorriso de orelha a orelha mesmo com uma máscara a cobri-lo. Finalmente haveria chegado à minha vez, estava emocionada, mesmo indo às cegas quanto à vacina que iria levar, estava a torcer que fosse a Pfizer, não duvidando da qualidade das restantes aprovadas pela UE (União Europeia), atenção. 

Quando soube que era mesmo essa que iria levar, quase que cresci dois metros de tanta felicidade. Não doeu, esperei os meus trinta minutos e agora vos escrevo a partir de casa, a torcer igualmente que o meu corpo/organismo reaja bem à vacina nos próximos dois dias. A ver vamos. No entanto, a primeira já está e não consigo conter tanta a alegria que há em mim pela tão desejada vacina que veio aumentar a esperança de um dia de amanhã mais para o "normal". 

Vacinem-se! É seguro, rápido e a nossa única arma para travar esta pandemia! 

11 anos de diabetes

Deixem-me contar-vos uma história, de uma menina com apenas oito anos, a caminho dos nove, que na semana em que foi considerada a “melhor aluna da semana” mal sabia que essa seria a última semana de uma vida “normal” de criança. Aí, no dia 13 de março de 2010, num sábado, em que o sol brilhava por entre as nuvens que teimavam cobri-lo, o seu mundo desabou. Um trambolhão na sua vida graças a um diagnóstico de uma doença “para toda a vida”, segundo um pediatra rude que lhe deu internamento. Essa menina foi obrigada a crescer na enfermaria onde estava, entre deslocações de ambulância para formações sobre a sua doença, entre o colo dos pais, dos familiares e ainda com as cartas dos amigos da escolinha que tomaram a iniciativa de as escrever. Essa menina, entretanto, continuou a crescer, nunca permitiu que o sorriso do seu rosto se apagasse, foi sempre muito forte e madura na sua luta diária contra a diabetes fazendo de tudo para a controlar e para ter, no mínimo, uma vida plena e o mais normal possível apesar das circunstâncias.

Hoje, faz 11 anos em que lida diariamente com a Diabetes, 11 anos de luta quotidiana, feita de conquistas, umas tantas frustrações mas acima de tudo muita dedicação, foco e esforço. E 11 anos depois essa menina, mais propriamente, EU, não perdeu o sorriso pois é a sorrir que tudo fica mais leve e mais fácil de se suportar.

 

 

 

[ Texto da minha autoria também publicado no meu Facebook pessoal e no Instagram! ]

3 anos de (muitas) Conversas e Café

Criei um blog há três anos. Sem expectativas, muitos sonhos e temas para falar. Com muita vontade de expressar-me ao mundo através da minha escrita a minha essência, a minha verdade e os meus gostos. Não tinha grandes esperanças que este fosse lido, para mim, duas ou três visualizações, já me era mais que o suficiente. No entanto, 3 anos depois estou aqui. Sou péssima com datas, tanto que nos anos anteriores ela passou em claro mas este ano não. 

Este ano quero agradecer-vos pelo carinho, pelo tempinho que tiram para o ler e trago a promessa que assumirei este desafio até ao fim, desafio de trazer-vos conteúdo apesar de todos os compromissos profissionais e até mesmo apesar de estes não surgirem com tanta afluência que gostaria por circunstâncias da vida, quiçá. 

Quero agradecer, sobretudo, aos meus leitores que contribuíram para que desse continuidade a este meu projeto que tanto me entusiasma, que tanto faz crescer e expandir horizontes. Obrigada pelo carinho, apoio e por cada comentário, o vosso feedback é tão importante para mim, não digo isto em termos estatísticos e de popularidade, pois para mim o número de visualizações, independentemente que tenha dois dígitos ou quatro, são apenas números, são apenas meras estatísticas. Digo sim, pela interação. Pela "relação" que estabeleço convosco, contacto esse que esta plataforma digital nos permite e que eu tanto adoro.

Um obrigada não chega para vocês que continuam comigo ou até mesmo que caíram de para quedas por aqui e que decidiram permanecer, vocês que não são só de Portugal mas que estão espalhados por este mundo fora, o mais sincero OBRIGADA. 

Foram três anos formidáveis pelo qual não me canso de agradecer. Espero que venham muitos mais anos, que possa contar convosco.

Por agora, o mais importante que tudo isto, é manterem-se em segurança e com saúde.

Cuidem-se!! 

♡ 

O CAOS ...

Ontem foi dia de regressar à minha ilha para as férias de natal e eis que deparei-me com o caos face aos tempos que estamos a viver. O caminho de Coimbra para Lisboa foi muito tranquilo, até dormi um pouquinho pois fui bem cedinho para a capital. Cheguei a Lisboa por volta das 11:15h onde fui almoçar e fui para o aeroporto. Tinha o check - in feito, foi só entregar a mala de porão e dirigir-me para sala de embarque. Foi então que delirei com a incompetência e falta de organização dos espaço. A partir do momento em que se passa a primeira segurança, no terminal 1, tem umas escadas onde se sobe e começa a formar a fila para o controlo de segurança onde se passa pelo raio X inclusive. Mas até lá chegar, não se conseguia cumprir as regras de segurança, as filas já se acumulavam nas escadas, as pessoas reclamavam pela falta de organização e falta de distanciamento, regra essa, sendo claramente impossível de respeitar. Até que quando chegamos ao circuito, foi reclamações atrás de reclamações e a partir daí correu tudo normal. Até à sala de embarque que, uma vez mais, era pessoas em cima de pessoas, tudo ao molhe e fé em Deus. Não estava preocupada com os outros até porque já tinha feito o meu primeiro teste à covid que acusou negativo mas sim comigo, uma vez que ninguém sabe onde está o vírus. Tentei desviar-me o máximo que pude, mesmo assim era difícil garantir os dois metros de distância. Nunca vi tal desorganização na minha vida, parecia o fim de mundo. Já aqui na Madeira, tal azáfama só se verificou na recolha das bagagens mas mesmo assim, de longe incomparável com o aeroporto de Lisboa. Depois ao sair do local, passamos por umas portas onde tinha colaboradores a fazer uma triagem se já tínhamos o teste feito ou não e a separar-nos em corredores diferentes com as devidas distâncias cumpridas onde passamos por uma zona de controlo final antes de sairmos para a nossa vida. Nossa vida, quer dizer, cumprir isolamento profilático até sermos contactados pelas autoridades de saúde para a realização do segundo teste.

Tenho, uma vez mais, que aplaudir pela organização e controlo feito no aeroporto da Madeira e lamentar a vergonha que é o aeroporto de Lisboa que não está nem um pouco preparado face a esta situação pandémica que se vive atualmente. É que é só lamentável, um escândalo e um despautério, a aglomeração de pessoas naquele espaço que levou mesmo a questionar-me se estava num aeroporto ou nas filas da Black Friday. Uma desilusão... enfim!

"E a Black Friday?"

Recebi um monte de mensagens de amigos meus, leitores assíduos do meu blog, no dia de ontem a me perguntar sobre a Black Friday. "Juliana pensei que fosses falar da Black Friday mas em vez disso falaste sobre decoração de natal?!", sim verdade. Não falei da Black Friday, não por esquecimento, mas sim por não ser das coisas que mais me cativam e que deliro (sem julgamentos, fashabor!!). Para quem está a leste do paraíso, a Black Friday acontece todos os anos, em todo o mundo, na última sexta feira do mês de novembro em que, supostamente, há descontos exorbitantes nas mais diversas lojas. Este ano, apesar da situação pandémica que vivemos atualmente, não foi exceção embora o apelo fosse online. 

Pessoalmente, não sinto-me minimamente atraída por esta época de descontos e acho que, muito sinceramente, não passa de uma campanha de marketing para triplicar as vendas de natal. Não me julguem quando digo isto mas são raras as vezes em que compro algo neste dia. Aliás, este dia é daqueles que está marcado no meu calendário como "o dia para NÃO ir ao shopping". Eu fujo dele na verdade. Primeiramente é o trânsito descomunal, o autêntico fim de mundo para ir lá bater ao shopping. Segundo, o estacionamento. Uma pessoa gasta mais gasóleo ao andar às voltinhas à procura de um lugarzito modesto para deixar o carro. Terceiro, as lojas todas cheias, roupas desarrumadas que nem nas feiras e todo um  à procura do tamanho da peça X. Já para nem falar das looooooooooooooooooooooongas filas para pagar um trapinho ou outro. Como se tudo isto não bastasse, ainda temos que levar com birras de crianças por causa de um brinquedo que os pais não compraram e ainda pela correria de loja em loja de pessoas pouco civilizadas a esbarrar e a se meter em frente a quem passa. 

Não sei este ano, mas as memórias dos anos anteriores, assustam-me. 

Por ser tudo online, os sites devem de ir a baixo em cinco minutos (senão menos) deixando compras interrompidas e pessoas em espera. Não sei. Simplesmente não gosto. Prefiro aguardar pelos saldos, sei lá. Não que também não haja estratégias de marketing enganosas associadas para vender mais, no entanto, perto da Black Friday, semanas antes, até, vê-se os preços dispararem desenfreadamente para que no dia esteja "em desconto".

Enfim...

Não condeno quem goste, ame ou delire com a ideia de Black Friday, simplesmente acho uma perca de tempo e de dinheiro, por isso, esse dia, é aquele dia que mais evito, até mesmo falar por aqui. 

Bom fim de semana!

Há um mês pela cidade de Coimbra...

Pois é, já se passou um mês desde que saí do ninho e voei nesta aventura que é viver sozinha numa nova cidade onde tudo é-me, praticamente, desconhecido. Durante este mês que passou eu chorei algumas vezes, não vou mentir, ri-me também. Fiz novos amigos, fui às praxes (às poucas que houveram), ganhei uma "família". Por outro lado, as saudades da minha ilha, da minha família, manifestaram-se (e ainda se manifestam!) sobretudo quando não tenho nada para fazer, quando não há conversas nos grupos de WhatsApp, sobretudo aos fins de semana. Para mim, domingo é o pior dia. 

O pior dia no sentido em que é o dia em que as videochamadas via FaceTime são feitas na hora de almoço onde, tradicionalmente, a família se junta e almoça e depois vai passear. Aí sim, dá um aperto no coração quase insuportável e os meus olhos escondem as lágrimas que teimam em sair enquanto a minha cara força o melhor sorriso que possa fazer. Mas também é o pior dia uma vez que quase toda a malta do curso se encontra na sua "terrinha" e não há ninguém para ir ao café. Enifim... Num todo, posso dizer que é um carrossel de emoções que se vive. Dias melhores que outros, mas eu juro que pensei que iria ser mais difícil adaptar-me aqui e que passado um mês já estaria a arrumar as malas a dizer que ia voltarn para a ilha. (Nada dramática a menina! Nada. Nadinha!)  

Apesar de toda a saudade bater no peito quando ouço ou penso no nome "Madeira", não tenho saído nada mal em conciliar estudos com tarefas domésticas, desde cozinhar, limpar, arrumar. Toda eu sou uma multitasking e nunca paro quieta, talvez para omitir a saudade e as lágrimas que com elas tendem a cair ou talvez até porque estou a ficar com o síndrome da arrumação e organização. Quiçá. 

O que é certo é o facto que em um mês cresci tanto, não em tamanho porque fiquei por os meus 1,57m definitivamente, mas sim pelo facto de me tornar independente e voar do meu ninho, sair da minha zona de conforto e tornar-me uma "mini adulta". Esta experiência de viver sozinha ensinou-me que para além dos estudos, tenho a minha vida de casa e também uma vida social, deste modo, tenho que arranjar tempo para tudo. E acho que, numa perspectiva global de toda a situação, desta minha nova realidade, até agora está a dar tudo certo. E apesar de viver constantemente com o coração apertadinho de saudades, sinto-me acolhida por toda a maltinha do curso, seja pelos meus colegas caloiros, seja pelos doutores que nos praxam, e no fim do dia somos todos amigos e são todos incrivelmente maravilhosos para comigo. Até atrevo-me a dizer que já me sinto em casa com tanta hospitalidade à minha volta. 

Para resumir, este primeiro mês está mesmo a ser uma aventura e tanto. 

No entanto, confesso que estou eternamente grata e estupidamente feliz por cada minuto que vivo aqui. 

Viajar em tempos de pandemia

Muito se tem falado sobre viajar em tempos de pandemia, aqueles tempos estranhos que requer um maior cuidado. Eu evito ao máximo tudo o que exige mais concentração de pessoas e viagens foi daquelas coisas que mais tive medo, no entanto, era algo que não poderia adiar.

Como já houvera referido outrora, fui colocada, na primeira fase de concurso nacional, na Universidade de Coimbra, a minha primeira opção e claro que não iria deixar escapar esta vaga no meu curso por causa desta (maldita) pandemia. No entanto, sou muito consciente de todos os "riscos" de acordo com as circunstâncias (que, desde já, são iguais a qualquer outra pessoa sem patologias associadas) que viria a correr. E claro que tudo isto não foi levado de ânimo leve mas arrisquei e lá vim eu com metade da Madeira às costas pronta para mais uma aventura, uma nova etapa da minha vida. 

Quanto à minha experiência na viagem Funchal - Lisboa, tenho vários aspectos que considerar mas posso, desde já, garantir que tudo foi MUITO seguro e tranquilo. Chegámos ao aeroporto ainda o sol dormia, apanhámos o primeiro voo da TAP desse dia. Despachámos a bagagem de porão, respeitando a sinalética utilizada no chão, mantendo assim os dois metros de distanciamento social, depois fomos para a sala de embarque, onde mais uma vez todas as normas, desde a máscara ao distanciamento, estavam bem presentes, passámos na zona de segurança do aeroporto e seguimos para as portas de embarque, tudo de forma muito calma e segura. Nestas zonas, deparámos com vários postos de solução à base de álcool gel para manter as mãos devidamente higienizadas e desinfetadas.

O maior medo, o avião. Não pelo facto de viajar pois é algo que pessoalmente adoro, mas sim por estar num sítio fechado com muitas pessoas ao meu redor. Tinha muito receio se alguém teimasse em não colocar devidamente a máscara de proteção, no entanto, nada passou de um receio e toda a gente cumpriu, de forma exemplar, quanto a esse aspecto. 

Chegamos a Lisboa, fomos de "autocarro" até ao terminal 1 para buscar a bagagem e sair dali. Aí o pânico instalou-se. Distanciamento de dois metros era inexistente. Ao contrário do Aeroporto da Madeira, havia poucos postos para a desinfeção das mãos, já para nem falar que não havia qualquer formulário ou teste para fazer antes de seguir cada um a sua vida. E as setas e toda a sinalética adotada? Nada era respeitado. Um caos! Por momentos pensei que estava a reviver os velhos tempos sem Covid, aqueles em que uma pessoa era" livre", só que desta vez a "brincar" às máscaras.

No entanto, já estamos em Coimbra, estamos bem, não apresentamos qualquer sintoma associado à Covid, graças a Deus! Os meus pais voltam à ilha dentro de poucos dias onde vão efectuar testes à Covid à chegada. Temos desinfetado vezes sem conta as mãos, usado máscaras até mesmo na rua, ao ar livre. Tomando, assim, todas as precauções possíveis e imaginárias para que tudo corra bem. 

Para concluir, só gostaria que o Governo Português desse um pouco mais de atenção a esta questão dos aeroportos onde circulam diariamente imensas pessoas de todas as partes do mundo. Acho que não seria má ideia haver mais restrições e apertar mais nas medidas à chegada, não só de passageiros estrangeiros mas também passageiros do nosso país. Ninguém tem escrito na testa que está infetado com Covid - 19. É só a minha opinião, vale o que vale. 

Acabei o 12ºano e agora? - Candidatura e Colocações

No último post desta rubrica falei da minha (atribulada) experiência no secundário. Contei-vos a minha história da forma mais espontânea e de coração aberto para vocês. Hoje, vim falar-vos o que aconteceu depois. 

E o início deste post é dedicado à fase de candidatura no Gabinete de Apoio ao Ensino Superior da Região Autónoma da Madeira. Dia 7 de agosto foi o primeiro passo da transição de um novo ciclo, e foi logo no primeiro dia de candidaturas que por volta das 16:30 estava eu sentada a preencher a minha candidatura com a ajuda de uma pessoa especializada (na qual não vou revelar o nome mas a quem eu agradeço por aconselhar e a dar a sua opinião sobre as minhas escolhas). Lá preenchi as seis opções, todas elas fora da minha ilha, dei mais alguns dados determinantes para a minha candidatura e de lá saí feliz da vida com as minhas escolhas. 

Hoje, passado um mês e dezanove dias, em que os últimos dois foram de muita ansiedade e noites mal dormidas, recebi o tão aguardado e-mail que ditaria o meu futuro a nível académico. Entrei. Na minha primeira opção. Até parece um sonho depois de tudo o que aconteceu ao longo do secundário. Hoje, sei que tudo o que me aconteceu, levou-me a enveredar por este caminho. Vou estudar Português, a minha língua que eu tanto amo, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC), tal como queria.

Se eu achava que entraria? Pela minha média em comparação com o último colocado do ano anterior, eu sabia que efetivamente poderia entrar, mas agora quanto à minha sorte era um grande ponto de interrogação. No entanto, fiz as minhas malas mesmo sem saber os resultados, comecei por escolher a roupa de inverno e arrumá-la e agora, quando recebi o bendito e-mail, estava a escolher a de verão também. Faltam agora guardar umas últimas coisas, comprar as passagens e ir numa nova aventura rumo a Coimbra. 

Ainda não caí em mim. Tive que analisar, letra por letra, aquele e-mail, só para ter a certeza absoluta de que era verdade. E não é que é mesmo? 

Tal como já disse, tantas outras vezes, tudo acontece por uma razão e se é para acontecer, é sinal que é para nós. E acredito, olhando para trás, que tudo isto aconteceu para colocar naquele que é o meu caminho. E no final, quem diria que esta menina que estudou no secundário Ciências e Tecnologias, iria seguir o ramo das línguas com o intuito de estudar Português. 

Agora esta menina vai sair do ninho e voar numa nova aventura, construir a sua vida sozinha, longe da família, numa cidade nova porém mais ou menos conhecida. Não sei como será o meu futuro, não consigo visioná-lo mas sei que tudo isto vai fazer-me crescer. 

 E como se costuma dizer, maus princípios, bons acabamentos. 

As 19 lições que aprendi em 19 anos...

Hoje faço dezanove anos, parabéns para mim! E hoje, vim compartilhar convosco dezanove das muitas lições que aprendi ao longo da minha (curta) existência. Na verdade sempre quis fazer um post deste género também para vos dar a conhecer um pouquinho mais de mim, no entanto reconheço que também é um desafio para mim mesma, pensar em dezanove lições/coisas que aprendi com o decorrer dos anos talvez não seja assim tão fácil e inato como muitas pessoas pensam. 

Sei que não sei tudo na vida nem gostaria de saber, mas do tão pouco que sei, vim fazer uma pequena abordagem para vós e quem sabe se não aprendo um pouco mais convosco e vocês comigo. E esse sim, é um dos objetivos deste post nesta data tão especial para mim. 

 

1. Jamais permitir que alguém te subestime. 

Comentários do género "não vais conseguir" ou "desiste" não podem interferir com a tua linha de pensamentos. Não deixes que ninguém te anule ou subestime o teu valor. Não deixes que as palavras/comentários dessas pessoas te deitem abaixo só porque, na prespetiva dos outros, é algo impossível ou desafiante demais para ser alcançado. Mas se tens um sonho ou uma visão diferente, vai atrás dela, arrisca por mais descabida que seja a ideia para os outros, pois pode ser essas ideias que te leve mais longe. 

 

2. Nem todos os que te rodeiam te querem bem. 

Talvez das frases mais duras que puderás ler hoje, no entanto, vais perceber, com o tempo quem está lá para ti, nos bons e principalmente nos maus momentos, para apoiar-te, ouvir-te e aconselhar-te. No entanto deves perceber que nem todos os que te rodeiam são teus amigos, muitas dessas pessoas estão lá por interesses e tantas outras como "sanguessugas" para absorver toda a tua boa energia e diminuir o teu astral. Quando reconheceres quem realmente quem são os "verdadeiros" e os "sanguessugas", aprende a diferenciar as informações que transmites bem como as energias. 

 

3. Se é tóxico, anula da tua vida. 

Muitas pessoas talvez não possam perceber este meu comportamento ou mudança de atitude para com elas mas a partir do momento em que eu sinto que algo não bate certo e me afasto e mudo de atitude, é porque algo já não fazia sentido para mim e para quem sou hoje. Deixei de seguir muitas pessoas nas redes sociais por considerar tóxico, e não foi só pessoas que outrora considerei "amigos" mas sim também figuras públicas ou celebridades, se assim o quiserem chamar. Pelo motivo de estar a intreferir psicologicamente com o meu sistema e tudo mais. E quando é demasiado para mim, quando acho que não tenho que lidar com isso, anulo da minha vida, tanto virtualmente como na vida real e não é errado, de todo, fazer isso. É saudável e chama-se cuidar da sanidade mental, a pouca que ainda resta. 

 

4. A beleza dos outros não anula a tua.

O conceito de beleza é muito subjetivo. E o facto de achares alguém bonita(o) não significa que tu também não sejas. Aliás, o que é bonito para uns, para outros pode deixar de ser. Com isto, quero dizer que os padrões de beleza não são tudo, são simplesmente apenas padrões e conceitos que ficaram conhecidos como ideais, mas não significa que a tua beleza, a tua verdade, o teu ser não seja belo, não seja bonito. A tua beleza interior diz tanto ou mais que aquilo que é visível aos olhos. Nunca compares a tua beleza com a dos outros pois tu és linda(o) tal e qual como és, és única(o) na verdade. 

 

5. A bondade não custa nada.

Não sejamos hipócritas ao ponto de esperar-mos respeito, bons modos e boas ações da outra parte se nós próprios nem o fazemos. É num mundo como este que vivemos que precisamos de ser os primeiros a dar o exemplo do que queremos para nós. A minha mãe sempre me ensinou para tratar os outros da forma como eu gostasse de ser tratada e até hoje, todos os dias, tento manter em mente este mesmo ensinamento. Um "bom dia" ou "boa tarde" quando encontro algum vizinho no prédio, não custa nada. Agir sem querer nada em troca não custa nada. Pequenas ações podem mudar o nosso dia e o dia de quem compartilhamos esses pequenos (grandes) atos. 


6. Tudo acontece por uma razão. 

A vida deu-me provas de que tudo acontece no tempo certo, quando tem que acontecer. Por vezes não sabemos a razão de acontecer. Mas acreditem, só no tempo certo, as coisas dão certo. 

7. Os dias maus também têm fim. 

Sabem aqueles dias mesmo maus que parecem não ter fim? A verdade é que depois da tempestade, o sol volta a brilhar e amanhã é um novo dia.

 

8. Saber reerguer após uma "derrota".

Nem sempre ganhamos as "batalhas" que enfrentamos na vida. Por isso mesmo é necessário ser pragmáticos e lidar de forma racional com os acontecimentos e sobretudo as dificuldades. Saber como contorná-las é essencial. Mas também é necessário saber dar a volta por cima e reerguer e não desistir após derrotados. 

9. Agradecer. 
Acho que em toda a minha vida, fui sempre muito grata por tudo o que me acontecia, bom ou mal, desde pequena foi incutida na minha educação o facto de agradecer a Deus. E foi algo que sempre faço desde que me lembro de ser gente. Dizem que o hábito de agradecer libera o fluxo de receber e é tão verdade! 

10. As aparências enganam.

Poderia escrever uma tese de mestrado com este tema. Mas resumindo, as pessoas são mesmo capazes de nos surpreender, tanto pela positiva como pela negativa. Todos nós ficamos com uma primeira impressão sobre a pessoa, pela sua aparência mas e que tal conhecer primeiro a pessoa e só depois retirar uma conclusão final sobre essa mesma pessoa. 

11. Sê a melhor versão de ti todos os dias. 
Progredir todos os dias. Melhorar um pouquinho hoje, outro pouquinho amanhã. Evoluir dia após dia. Sem medos de revelar quem és e aprender a serem versões melhores. 

12. Nunca mudar por ninguém. 
Mudar para agradar os outros? O quê? Não faz sentido. As pessoas têm de gostar de ti pela pessoa que és, com os teus defeitos e qualidades. Se não gostarem, não tens que mudar por elas mas sim, elas têm que se mudar. 

13. Maturidade nada tem haver com a idade. 
Talvez umas das coisas mais importantes que aprendi a lidar. A maturidade das pessoas que me rodeiam. Muitas vezes senti-me incompreendida pelo facto de que certas pessoas com idade igual ou superior à minha, não terem uma opinião formada sobre certos temas, talvez porque não têm interesse. A maturidade tudo tem haver com o mindset da pessoa e as suas experiências de vida. 

14. Crescer é um processo complicado. 
A adolescência e todas as transformações do corpo, tanto hormonais como físicas, ainda ter que lidar com problemas de autoestima e ansiedade é algo complicado. Nenhuma "criança" está preparada psicologicamente para tantas transformações em simultâneo. Resumindo e concluindo, crescer é um pouco desafiante e por vezes doloroso até. 

15. A lei do retorno nunca falha. 

Nunca ouviram a frase de que tudo o que dás, recebes de volta? Tenho que vos dizer, é tão simples quanto isto. Por vezes demora a chegar mas nunca falha. Estas relações cármicas, para quem acredita nestas coisas, são algo que depende muito dos nossos comportamentos e atitudes. Por isso se emitires uma energia boa e leve para quem te rodeia, receberás em troca tudo o que há de bom e positivo nesta vida, caso escolheres o contrário, tens de te aguentar com o que aí vem. 

 

16. Estar sozinho não é sinónimo de solidão. 

Temos muito o hábito de que estar sozinho é sinal de solidão. É uma teoria que já vem dos nossos antepassados. Para ser sincera, não há nada melhor do que desconectar, de vez enquanto, das pessoas e das correrias do dia a dia. Aquele tempo só teu é aquele tempo que deveria ser mais valorizado uma vez que não é o número de pessoas que tu estás que vai definir a solidão. Muitas vezes podes encontrar-te rodeado de tanta gente e te sentires só ou pelo contrário, podes estar contigo mesmo mas te sentires completo. Lembra-te que tu és a companhia que queres ter. Se não te sentes bem em estar sozinho, então muito dificilmente, sentir-te-ás bem com quem te rodeia. É um facto.

 

17. A vida perfeita de Instagram não existe. 

Deixem-se de ilusões ou comparar vocês ou até mesmo o vosso estilo de vida com alguém que vocês seguem nas redes sociais e acompanham o stories e tudo mais. Lembrem-se que as pessoas só mostram o que querem mostrar e que por de trás de uma câmara também são seres humanos, meros mortais como todos nós com sentimentos, virtudes e defeitos. E se há coisa que eu gostaria é que tentassem normalizar a vida real nas redes sociais, partilhar o dia a dia tal como ele é, mesmo que seja aborrecido, era bom acompanhar e perceber todo o processo do dia a dia e não apenas pequenos fragmentos do mesmo. Enfim...

 

18. Está tudo bem não estar bem. 

A vida é cheia de desafios, altos e baixos, batalhas ganhas e batalhas perdidas. Os contratempos acontecem, as derrotas só nos tornem mais fortes, as frustrações também fazem parte da vida para aprender-mos a crescer enquanto pessoas. Sou daquelas pessoas que acredita que tudo é uma questão de fases e it's okay to not be okay. Porém, acredita sempre, mesmo no teu dia mais escuro, que vai ficar tudo bem e que no fim, vai dar tudo certo pois a vida tem destas coisas para nos colocar de volta ao nosso caminho, onde realmente pertencemos. 

 

19. Não fazer planos. 

Isto é daquelas coisas que ainda estou a aprender. Fazer planos implica colocar as expectativas bem lá em cima o que faz com que se o resultado não sair como o planeado, leva a desilusões e frustrações. Por isso é que muitas das vezes prefiro deixar as coisas correrem e fluírem ao seu ritmo sem fazer grandes planos pois não estamos no comando de tudo. E temos de aceitar isso. Como se costuma dizer "Aceita que dói menos".

 

Espero que tenham gostado deste post, que tenho a certeza que vai deixar-vos a refletir sobre algum tópico que aqui escrevi e que certamente, identificar-se-ão com algum deles. 

Desabafos da Alma #1

Não sei bem por onde começar nem o porquê de escrever isto desta forma mais crítica, quiçá. Porém, debato muito sobre isto para comigo. Até pode ser implicância minha ou até mesmo esquisitice daquele meu lado estranho que até a mim mesma consegue surpreender. Mas, nada do que escreverei aqui é algo que partiu do meu imaginário mas sim a realidade que muitos preferem não ver ou talvez nunca observada com olhos de ver. 

Redes sociais - o grande tema. É uma ferramenta de comunicação de muitos e de lazer de tantos outros até existir a "profissão" (entre muitas aspas) de influencer. Nada contra. Eu própria sendo blogger também estou, de certo modo, incluída no pacote. No entanto as redes sociais elevaram a fasquia. Mesmo não sendo fonte de rendimento, agora as redes sociais transformaram-se em algo onde se compartilha a "vida perfeita". E há muito que se lhe diga pois continuo a defender que não há perfeição. No entanto, toda a gente cobra-se demasiado e esforça-se de forma tão doentia, até, para ter o feed "perfeito", os stories "perfeitos", tudo impecável. Então, agora que estamos no verão, ainda pior! São fotos de biquíni na praia, onde até se prende a respiração e faz-se poses e apanham-se ângulos de esconder a barriga e a aumentar o rabo, são histórias de férias de verão que se formos a ver não são nada económicas para a carteira, e por aí vamos. Cada scroll que uma pessoa faça na timeline ou cada story que uma pessoa veja, vai tudo bater ao mesmo! Hoje em dia há toda uma competição frenética para ver quem leva para casa o prémio de melhor perfil das redes sociais. 

E mais! - Sim porque não ficamos por aqui! - As pessoas postam cada figura que até dá pena. Sinceramente, qual é a necessidade de postarem aquele tipo de coisas na internet? Será que não sabem que uma vez na net, nunca mais sai? E o desrespeito para connosco mesmos que estamos a perder quando postamos algo assim? Já para nem falar de dignidade, uma vez que, a meu ver, a partir do momento em que estas coisas vão parar à internet, perde-se o resto de dignidade e amor próprio que sobra (e se é que alguma vez existiu, não é!?). E depois cai um chuva de likes e comentários com montes emojis que deixam as pessoas a criar metas de "nesta publicação tenho menos likes do que naquela" e a viver constantemente em ilusões.

Sem falar na toxicidade que é! Uma pessoa na vida real abre o Instagram, por exemplo, e vê um corpo aparentemente bonito (mesmo que esteja todo editado no Photoshop e noutras apps similares), olha para aquilo e automaticamente compara-se. E é aí que começa a bater mal dos parafusos porque queria ser assim mas não é. Mesmo sabendo do facto que nas redes sociais o que está na moda é a "vida (aparentemente) perfeita" e que ninguém se deve comparar a ninguém, que somos todos lindos e maravilhosos, seres únicos, cada qual com os seus defeitos e qualidades, é quase impossível não se comparar!

E pergunto para quê minha gente? De que serve tudo isto? O que vamos ganhar com isto se no fim da vida, pobre ou rico, vai parar ao mesmo lugar!? Por isso é que eu acho que as redes sociais estão cada vez mais tóxicas e cada vez mais evito passar muito tempo lá. Porque para mim, este género de coisas não faz sentido.

Agora as redes sociais passaram a ser o mundo da perfeição e da fantasia, sítio da toxicidade devido ao mau uso das mesmas. Mas pronto, foi apenas um desabafo, cada qual acredita no que acredita, cada qual com a sua opinião e ainda com sua liberdade de expressão. Apenas fiz este reparo para que reflitam um pouco mais antes de apertar o botão de "Publicar".  

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