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Conversas e Café

Diabetes | O que ninguém conta sobre hipoglicémias?

Vou falar-vos hoje sobre um tema delicado, talvez uma das coisas que dá-me mais medo de acontecer na minha doença, as hipoglicémias. E se não as sinto? Vou parar ao hospital em estado de coma. É um desafio enorme lidar com a diabetes, digo isto mesmo passados onze anos de doença. É uma doença crónica quase inofensiva aos olhos e muitas vezes desvalorizada mas ela existe e exige uma especial atenção, um constante controlo, para que tudo dê certo e com vista num futuro com maior qualidade de vida possível, mesmo que esse futuro obrigue a picadas e tudo mais. E cabe a um diabético, independentemente, do tipo diagnosticado, I ou II, garantir essa qualidade de vida e esse controlo. 

Mas centremos-nos nas hipoglicémias, que é o tema que vim abordar hoje. Estas são as conhecidas, numa linguagem mais simples, por "baixas de açúcar". Constam, simplesmente, quando o açúcar no sangue encontra-se abaixo de 70mg/dl. As pessoas sem esta patologia também podem ter baixas de açúcar isto se passarem muito tempo sem comer, por exemplo. E é muito fácil perceber quando tal acontece pois provoca um mau estar gigante. Começa geralmente com uma mudança de humor repentina, uma pessoa quando começa com uma hipo, geralmente, começa a ficar um pouco alterada (acontece-me às vezes), depois começa a transpirar, a tremer, fica com (muita) fome, um tanto de dor de cabeça, uma fraqueza com a sensação de "leveza" e quanto mais baixos piores são os sintomas, incapacidade de concentração, perturbações na visão, até mesmo convulsões e desmaio que conduz ao coma. 

No entanto, não é só isto que interessa saber sobre as hipoglicémias, há muito mais coisas que necessitamos de saber sobre o assunto e isto foram coisas que fui descobrindo aos poucos com as minhas próprias experiências e outras ditas pelas próprias enfermeiras e a minha endocronologista que me acompanham desde o início desta dura jornada. 

 

Uma hipoglicémia deixa sequelas

Uma hipoglicémia afeta o cérebro. Quando a temos, o cérebro comanda o nosso corpo a produzir adrenalina nos mais diversos órgãos, tal como o fígado, por exemplo. Daí a importância de tratar da hipoglicémia assim que sentimos que algo não está bem connosco. Pois, quanto mais tempo tivermos com uma baixa de açúcar mais o nosso corpo vai precisar de adrenalina e é importante ter em mente que o açúcar é o principal produtor de energia no nosso corpo portanto o défice e o excesso do mesmo no sangue é prejudicial. Independentemente do tempo que estivermos em baixa, seja 15 minutos ou mais, vamos acabar sempre com sequelas que são irreversíveis uma vez que se trata de células "queimadas" no cérebro. Mas é muito diferente o seu grau de sequelas se compararmos um hipo de 15 minutos a uma hipo de 30 minutos, por exemplo. 

 

O cérebro demora entre 24 a 48 horas a recuperar de uma hipoglicémia 

Como já foi dito anteriormente, o cérebro tem um importante papel na produção de adrenalina para ajudar a tratar das hipos. E também já falamos das sequelas. O que acontece é que essas sequelas são sentidas ao longo de um tempo no entanto, aquelas 24 a 48 horas são fundamentais e determinantes para a evolução das sequelas. Neste período de tempo, não é recomendado fazer qualquer tipo de esforço intelectual uma vez que o cérebro ainda está a recuperar do sucedido. Exercícios que exijam de tal forma da mente, bem como a capacidade de processar informação, é bem mais lenta do que habitual. Deste modo, uma coisa que a maior parte das pessoas desconhecem e que é muito desvalorizado sobretudo no mundo académico, é que um estudante que é diabético e teve baixas de açúcar nas 48 a 24 horas antes da prova de avaliação, seja ela exame, teste, frequência ou o que for, não pode, e tem o direito de recusar-se, a fazer a sua realização, uma vez que pode ser prejudicado devido à sua incapacidade de concentração e de processamento de informação, isto tudo segundo os enfermeiros e médicos especializados na área. 

No entanto, isto é tudo muito bonito, mas na realidade, ninguém quer saber. Já realizei, ao longo da minha vida académica, vários testes e exames que exigiam o melhor de mim, no entanto, muitas das vezes ignorei o facto de ter tido uma hipo no dia anterior e a realizei. Se conseguia tirar melhor nota, até podia ter conseguido mas enfim... 

E durante esse período, vais sentir-te a pessoa mais inútil na vida por não conseguires explicar o teu raciocínio de forma clara, vais sentir-te "babada", sem pachorra nem forças para fazer nada senão estar deitada a ver uma boa série ou um filme. É normal, acontece! 

 

Depois da hipoglicémia, a insulina

Leram perfeitamente bem. Após tratar uma hipoglicémia há que saber cobrir os "danos" dos açúcares com a insulina antes que tenhamos surpresas desagradáveis na próxima refeição. Para isso, depois da estabilização dos níveis de açúcar, aplicar duas a três unidades de insulina de modo a reverter a subida exponencial do açúcar no sangue é o ideal. Mas nota que é importante que na próxima dosagem tenhamos em mente da quantidade aplicada após a hipo e descontá-la na próxima refeição/aplicação.

 

As hipoglicémias podem acontecer horas depois da prática de exercício físico

O senso comum tem a tendência a achar que o exercício físico baixa a glicémia logo após a sua prática. Eis uma teoria errada. Na verdade, vai depender de vários factores, desde ao tipo de exercício físico que praticamos (aeróbicos ou anaeróbicos), do esforço e da duração da prática de atividade física. Tudo isto influencia nas alterações da glicémia. Por isso prefiro e sempre procuro conjugar exercícios aeróbicos com exercícios anaeróbicos nas minhas rotinas de treino, isto é, na parte aeróbica, o cardio (passadeira, bicicleta, saltos, etc.), e na parte anaeróbica, musculação. E este método sempre me ajuda a controlar melhor a situação dos açúcares no sangue. 

No entanto, nunca estou livre de uma hipoglicémia cerca de 4 - 6 horas da prática de exercício físico. Muitas vezes tal acontece pois fiz muito esforço num intervalo de tempo muito curto. Quando tal acontece, logo após o treino (que é perto da hora da minha refeição), tenho uma hiperglicémia, isto é, os níveis de açúcar disparam devido às hormonas libertadas também durante o treino tais como a adrenalina e a endorfina, entre outras. Aí tenho que ter especial atenção em reduzir umas duas unidades de insulina do valor previsto que daria numa situação normal para que tal não aconteça. 

Isto para dizer que muitas vezes o processo é inverso e que podemos ter uma queda brusca dos níveis de açúcar do sangue, não logo depois à pratica de exercício físico como passado algum tempo depois. 

 

Já, agora para terminar, gostaria de relembrar os cuidados a ter quando se aproxima de uma hipoglicémia ou quando estamos em hipoglicémia, estas recomendações também são importantes para quem convive com diabéticos e que podem ser muito úteis, uma vez que podem salvar de uma hipo bem como das suas consequências, tal como o coma.

Prestar atenção aos sintomas que descrevi anteriormente (alterações de humor, fadiga, suor, tremer, dor de cabeça, fome, perturbações na visão, sensação de desmaio/fraqueza); 

2º Medição da glicémia: aqui há vários cenários importantes a ter em conta que vão depender do valor. 

  • até 70ml/dl - ingestão de alimentos.

                    Opções: sumo de laranja ou banana ou bolacha MARIA ou ameixa seca.

 

  • de 50 a 70ml/dl - ingestão de 2 pacotes açúcar + lanche 

                    Nota: Após estabilizar, insulina!!

 

  • abaixo de 50 ml/dl - ingestão de 3 pacotes de açúcar + lanche

                   Nota: Após estabilizar, insulina!! 

 

  • em caso de desmaio - colocar açúcar nos lábios e injetar a injeção de emergência, chamar a linha de emergência e explicar a ocorrência. 

 

E assim me despeço.

Boas glicémias!

11 anos de diabetes

Deixem-me contar-vos uma história, de uma menina com apenas oito anos, a caminho dos nove, que na semana em que foi considerada a “melhor aluna da semana” mal sabia que essa seria a última semana de uma vida “normal” de criança. Aí, no dia 13 de março de 2010, num sábado, em que o sol brilhava por entre as nuvens que teimavam cobri-lo, o seu mundo desabou. Um trambolhão na sua vida graças a um diagnóstico de uma doença “para toda a vida”, segundo um pediatra rude que lhe deu internamento. Essa menina foi obrigada a crescer na enfermaria onde estava, entre deslocações de ambulância para formações sobre a sua doença, entre o colo dos pais, dos familiares e ainda com as cartas dos amigos da escolinha que tomaram a iniciativa de as escrever. Essa menina, entretanto, continuou a crescer, nunca permitiu que o sorriso do seu rosto se apagasse, foi sempre muito forte e madura na sua luta diária contra a diabetes fazendo de tudo para a controlar e para ter, no mínimo, uma vida plena e o mais normal possível apesar das circunstâncias.

Hoje, faz 11 anos em que lida diariamente com a Diabetes, 11 anos de luta quotidiana, feita de conquistas, umas tantas frustrações mas acima de tudo muita dedicação, foco e esforço. E 11 anos depois essa menina, mais propriamente, EU, não perdeu o sorriso pois é a sorrir que tudo fica mais leve e mais fácil de se suportar.

 

 

 

[ Texto da minha autoria também publicado no meu Facebook pessoal e no Instagram! ]

10 anos de Diabetes...

Faz hoje dez anos que me foi diagnosticado Diabetes Mellitus Tipo I, ainda me lembro desse dia, um dos piores da minha vida, posso afirmar. Aprendi muito com esta doença, não só anatomicamente mas também entre outras dicas que revolucionaram a minha vida, coisas essas que nunca imaginei vir a me importar tanto com isso. Perdi a conta de quantas vezes, ao longo destes dez anos, ouvi dizer "vive-se com diabetes" ou "há doenças piores". Claro que se vive com diabetes, caso contrário nem eu nem milhares de pessoas estariam a contar a sua história. E é claro que há doenças piores, não posso negar, mas isto também não é um mar de rosas mas sim algo que nos desafia constantemente e que gera alguma revolta quando descarrila quando não é suposto descarrilar, algo muito agridoce, eu diria. 

Ao longo deste tempo, visto que fui diagnosticada com apenas 8 anos de idade, aprendi a crescer. Aliás, tudo isto obrigou-me a crescer depressa, a ser ainda mais responsável por mim mas como também à minha saúde. E tenho que admitir, que graças aos meus hábitos alimentares saudáveis, já antes da diabetes, tudo se tornou mais fácil. Nunca fui de comer doces nem fast food, se comia era em festas de aniversários ou ocasiões especiais uma vez que o meu pediatra sempre alertou a minha mãe pela minha tendência a ser obesa, por tanto, desde muito cedo, os meus hábitos alimentares eram restringidos e preferencialmente saudável, depois da diabetes, o que mudou do meu plano alimentar inicialmente foram os pães de leite, os meus preferidos, e umas bolachas de pequeno almoço da Proalimentar Belvita. De resto, tudo se manteve, com um ajuste aqui e ali mas nada de especial.

Uma coisa que nunca pensei aprender foi ler os rótulos das embalagens (algo que também já vos ensinei por aqui) a contabilizar os hidratos de carbono e a converter em unidades de insulina a administrar. Tudo isto, obviamente, com o tempo. 

Dez anos de diabetes, dez anos de restrições específicas aos açúcares e adivinhem só, a alimentação saudável pode ser igualmente deliciosa. Não diga que não coma uma fatia de bolo numa festa de aniversário ou um pouco de pudim no natal, sempre aumentando duas ou mais unidades de insulina para cobrir os "estragos", embora, muito sinceramente, não sinto falta. Tanto que na segunda ou na terceira colher, o doce da sobremesa ou da fatia, já começa a enjoar, ao ponto de muitas das vezes, prefiro nem comer nada. Simplesmente porque já me habituei e é algo que não me acrescenta em nada nem me faz confusão ver as outras pessoas a comer e eu não puder, pois eu sei que a minha saúde depende muito dos meus comportamentos e que tudo tem as suas consequências. 

Dez anos a viver civilizadamente com esta minha diferença, que por vezes nem é fácil, por vezes é frustrante outras vezes desafiante mas, mesmo assim, consigo ser feliz, consigo dar a minha gargalhada e consigo, sobretudo, ser igual a todas as outras pessoas, só que com uma particularidade, ser um pouquinho mais doce que todas elas e ter um senhor (pâncreas) preguiçoso dentro de mim, que está de férias à 10 anos e que se recusa a voltar a funcionar. 

No entanto faço a minha vida normal com algumas restrições e bem consciente daquilo que posso ou não fazer/comer. Mas SEMPRE DE SORRISO NO ROSTO porque afinal o amargo não combina comigo!

Novembro Azul

14 de Novembro: Dia Mundial da Diabetes

Quase 10 anos de diabetes. Foi no dia 13 de março de 2010 que foi confirmado as suspeitas quanto ao diagnóstico deste que seria a minha aliada para o resto da minha vida. E aqui estou eu nesta dura batalha. Começar a tratar a diabetes por "tu", criar uma certa intimidade com aquilo que será o teu "para sempre" não foi uma escolha minha. Contar hidratos de carbono, refeição sim, refeição sim não foi uma escolha minha. Simplesmente foi o meu pâncreas que decidiu tudo isto por mim, foi ele que adormeceu dentro de mim.

São tantos os porquês de ter acontecido isto comigo, são tantas as vezes em que tenho que explicar de forma simplificada de que se trata esta doença ou do porquê de eu estar com uma hipoglicemia. São tantas as vezes que me sinto revoltada e frustrada pelos valores quando saem dos parâmetros normais sabendo que fiz tudo certo, sabendo que contei cada grama de hidrato de carbono que ingeri, sabendo que fiz exercício físico em vez de ficar sentada no sofá. Revolta. Muito. 

Aprendi que com esta doença nada é garantido muito menos constante, os valores, as dosagens de insulina, as alterações hormonais e os resfriados que também influenciam. Enfim. 

Cada vez mais há pessoas diabéticas no mundo inteiro, por isso, hoje, dia 14, Dia Mundial da Diabetes, façam um despiste a esta doença com uma simples picada no dedo, de preferência em jejum ou num intervalo de 3 horas sem se alimentar para ver as glicemias como andam. 

Não ignorem os sintomas! A sede, as idas constantes à casa de banho, a perda de peso, a fadiga, o apetite, são alguns dos principais sintomas que fazem soar os alarmes. 

Cuidem-se. Com a saúde não se brinca. 

A fruta e a glicémia...

Olá maltinha, hoje vim desmitificar um mito que eu própria tenho conseguido corroborar ultimamente. 

A fruta e a glicémia é um assunto em que tenho trocado muitas ideias nas últimas consultas com a minha nutricionista. Com a minha mudança no plano alimentar, na menor ingestão de hidratos de carbono, a glicémia tem sofrido umas mudanças extraordinariamente positivas, algo que devo à minha nutricionista. Parece que tenho vivido um sonho, menos insulina, menos gordura e claro, zero de fome. Daí a importância ao acompanhamento de um nutricionista principalmente nos diabéticos independentemente do estado de "evolução" da doença. 

Com esta mudança para um plano adequado às minhas necessidades, ao meu peso, estatura física, idade e tudo mais, comecei a necessitar de menos porções de fruta na minha rotina uma vez que, segundo a minha nutricionista, todas as vitaminas e minerais que necessito estarão igualmente nos produtos hortícolas. A verdade é que eu passei, numa primeira fase, a comer fruta antes do treino e depois comecei a perceber, por mim só as alterações que causava na minha glicémia, alterações essas que depois de todo o desgaste físico, em vez dos níveis de açúcar no sangue diminuir como acontecia normalmente, o efeito era o inverso.

E com esses resultados comecei a por em causa o meu esforço embora soubesse que dava tudo de mim e que cumpria com o número de séries de cada exercício à risca. Fui experimentando uma e outra vez, com um ajuste aqui e acolá e nada.  

Foi então que experimentei não comer fruta antes do treino e correu extremamente bem. Senti-me bem e com energia ao longo de todo o treino e os níveis depois deste tinham descido como o costume e como de facto deveria. 

Falei sobre isso com a minha nutricionista na minha última consulta e de facto, a fruta estava a mexer na minha glicémia sem necessidade então acabamos por a retirá-la do meu plano alimentar por completo. E experimentei todas as frutas, inclusive aquelas que continham menor índice calórico, que eram ricas em água e tudo mais mas nada resolveu. 

Isto tudo para desmentir que a fruta é "saudável". A fruta também tem açúcares naturalmente presentes (frutose) que também destabiliza a glicose no sangue, o que não é muito bom para os diabéticos. Sobretudo para aqueles que, tal como eu, sentem-se frustrados quando fazem tudo certo e por vezes dá tudo errado.

Mas antes de qualquer alteração, recomendo-vos a consultar um nutricionista extremamente competente que vos ajudará a compor um plano à vossa medida, de acordo com todas as vossas necessidade.

Meus amigos, agora a questão é esta, será que vou mesmo aguentar sem comer uma banana ou uma fatia de melão? Se calhar até vai porém a saúde é mais importante e para mim, ela está em primeiro lugar. Por isso, por mais que custe, eu irei abdicar e ser mais forte contra aos meus "desejos" e não vai entrar nada do que seja fruta. 

 

 

Guloseimas sem culpas

Vamos falar sobre guloseimas, que envolve chocolate e caramelo? Já estão a sentir aquele docinho a se derreter na boca enquanto dão mais uma trinca? Mas esperem lá! Não estão de dieta ou proibidos de ingerir grandes quantidades de açúcar? Ops!

E se eu disser que conheço umas barras com baixo teor em hidratos de carbono e a açúcares mas com alto teor em proteína, o que me diziam?

Tenho 3 sabores para partilhar convosco e são todas da Atkins e são o meu pré-treino naqueles dias em que nem sei bem o que comer.

Fudge Caramel

Fudge Caramel comparo-lhe ao chocolate Mars. Tem caramelo inclusive. São maravilhosas simplesmente. 

Cappuccino Nut Bar

Cappuccino Nut tem um sabor diferente, uma excelente combinação entre os frutos secos e o cappuccino. É maravilhoso sobretudo para quem gosta de café recomendo.

Crispy Milk Chocolate

Crispy Milk Chocolate  quem aí se lembra das barrinhas de chocolate e cereais da Kinder? Assim que experimentei esse sabor, fiquei rendida. É uma nostalgia a cada trinca, ao sabor, aos tempos de infância.

 

São todos ótimos sobretudo para nós, que estamos a cortar os açúcares todos que podemos para ter o nosso Bikini Body e/ou que por motivos de saúde, como a diabetes por exemplo, temos que abdicar de certas coisas, chega de resistir a docinhos e estas guloseimas são incríveis pois podemos comer sem qualquer culpa. Eu consumo como pré-treino mas também podem usar como algum lanche ou até mesmo para aquele momento em que o corpo pede um doce.

E vocês? Quais são as vossas barrinhas preferidas?

Para mais informações, visitem o site da Atkins (cliquem aqui).

 

Toda a verdade sobre o sensor Freestyle Libre da Abbott

Olá, olá, 

Já falei antes por cá no blog do meu primeiro contacto com o sensor Freestyle Libre da Abbott e o quão entusiasmada estava com ele (post aqui) e hoje, venho, uma vez mais, com toda a minha honestidade, falar-vos um pouco mais sobre este sensor e mostrar-vos um outro lado que talvez seja desconhecido por a maioria dos diabéticos. Acho que é muito importante partilhar esta experiência convosco e revelar algumas coisas sobre este sensor. Mais uma vez, com toda a verdade e honestidade possível e imaginária pois estamos a falar, simplesmente, da nossa saúde e todos os diabéticos têm plena consciência de todas as consequências que pode acarretar em casos de descontrolo. 

O que eu vou contar-vos hoje, não tem o intuito de ir contra o sensor pois continuo a achar esta iniciativa algo bom. Muito pelo o contrário, pretendo, com este post, abrir horizontes, informar, talvez o que ninguém saiba ou talvez tenha receio de abordar. 

A história começa como todas as outras, colocar o sensor, fazer a leitura após os 60 minutos de espera e administrar insulina de acordo com a contagem de hidratos de carbono e a correção. Algo que parece simples, sem envolver sangue à mistura. E de facto é. O problema está mesmo nos resultados obtidos e foi isso que me fez pensar se queria manter este sistema de "controlo" da glicémia na minha vida ou se preferia o tradicional método da picada do dedo. 

Os valores obtidos pelo sensor comparativamente com os da picada no dedo (e sim, ver a glicose diretamente no sangue é muito mais fiável), são abismais, eu diria quase que assustadores. 

Por vezes, no sensor marca valores muito mais altos que no sangue mas a maior parte das vezes, no meu caso, os níveis de açúcar, de acordo com o sensor, estavam muito mais baixos comparado ao teste da picada no dedo. E não era diferenças nada pequenas, não. Eram diferenças de 100 ou 150 mg/dl, algo extremamente preocupante. 

Muitas pessoas referem em ligar para a Abbott, o laboratório responsável por este sistema supostamente revolucionário na vida dos diabéticos, mas, muito sinceramente, não irá resolver de muito pois, sinceramente, embora troquem o sensor gratuitamente, não irão resolver o meu problema. Pois eu não quero um outro sensor, eu quero que melhorem a qualidade do mesmo, quero a certeza que este sistema é de confiança e não andar com esta incógnita constantemente dentro de mim. Não estamos a brincar ao faz de conta, trata-se de saúde e com isso, não se brinca. 

E por se tratar de algo que eu levo tão a sério que decidi, por fim, retirá-lo. E pelo que parece, há muitos mais casos parecidos com os meus. Por isso, apelo a todos os doentes que têm este sistema de "controlo", que verifiquem, na próxima medição e que comparem com a picada do dedo, não custa nada. 

E durante este tempo de utilização, não sei se fiz a dosagem certa, não sei se a glicose esteve de todo controlada como eu julgava estar. E todo um turbilhão de questões veem-me à mente e faz sentir-me revoltada e confusa com tudo isto mas vamos levar tudo isto com muita calma, da forma mais pacífica e positiva possível e esperar pela próxima consulta, pelo resultado das novas análises. Vai correr tudo bem, há que manter a esperança. 

A minha experiência com o sensor FreeStyle Libre

Hoje trago um tema bem diferente do habitual. Não, não tem nada relacionado com moda ou beleza, muito menos textos motivadores. Mas é um assunto que merece a minha especial atenção e especial atenção pelo público em geral. O tema de hoje está relacionado com a minha doença que é cada vez mais comum, não só em Portugal mas por este mundo fora. Estou a falar da Diabetes. Desengane-se quem pensa que esta doença está relacionada com a alimentação incorreta desde o consume de doces, não no meu caso pois tenho o Tipo I. Não passou de uma "avaria" no pâncreas que descontrolou tudo em mim. 

E após oito anos de uma longa rotina de muito controlo e persistência, após oito anos a picar os dedos vezes e vezes sem conta para verificar os valores da glicose no sangue, chegou altura de por fim às picadas nos dedos e a tudo o que envolvia ver sangue, não que me incomodasse, não de todo. Mas por mérito, por merecer algo melhor para a minha vida. 

No início, quando este sensor apareceu no mercado, relativamente à pouco tempo, as enfermeiras do hospital começaram a falar mais sobre o assunto mas eu não queria. Aliás, muitas discussões tive com a minha mãe pois ela sempre quis que o colocasse embora não via qual era o verdadeiro interesse naquilo. 

Até que aconteceu. Na minha última consulta de rotina, voltei a insistir que não queria, até conhecer uma pessoa que também estava na mesma sala de triagem que eu e trocamos algumas impressões sobre este sensor. 

Deliberei muito pelo assunto, pensei nos prós e nos contra e só encontrei vantagens pois, para além de controlar melhor a glicose, seria uma mais valia para "poupar" os meus dedos a mais picadas, reforçando a ideia de que são oito anos a desgasta-los. E aconteceu. 

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Eu acho que talvez o que fez-me repensar sobre este assunto foi o facto do meu futuro e deixei todo o receio quanto ao preconceito alheio, quanto ao que as pessoas poderiam pensar ou dizer e coloquei-o, simplesmente. 

Quanto à minha experiência, depois de colocado, faz um pouco de impressão na primeira hora, pois os filamentos constituintes no sensor estão a "fixar-se" na linfa intersticial para dar os resultados. Mas depois é bem tranquilo que até se esquecem que o têm ali. A melhor parte é que podem tomar banho, ir ao ginásio, fazer a vida toda normalmente com ele pois ele fica colado na vossa pele durante 14 dias. Eu coloco por cima este adesivo muscular de cor preta (porque não encontrei o cor de rosa) com o intuito de proteger para que este não salte do braço antes do tempo com uma pancada ou algo do género no braço. Quando o removi, pela primeira vez, achei bem mais fácil e muito menos doloroso do que imaginei. O que mais incomodou, foi nas primeiras noites adormecer sem que o sensor me incomodasse.

Para dizer a verdade, eu nunca pensei gostar tanto deste sensor pois permite-me melhor controlo da glicose para além da previsão de resultados. Se antes achava que não ia gostar daquilo e que as pessoas iam olhar-me de lado por isto, agora, posso-vos dizer, claramente, que é das melhores que tenho. Prático, rápido e discreto, são estes os adjetivos que melhor descrevem este sensor FreeStyle Libre. 

Neste momento que o tenho, já à praticamente 2 semanas, o que posso dizer que sim, recebi alguns olhares, perguntas mas isso não me impediu de seguir a minha vida e é com todo o gosto que falo sobre isto pois trata-se de um assunto normal. 

Por isso, decidi fazer este post. Recomendo-vos a colocarem se tiverem oportunidade para tal, vale mesmo muito a pena.

 

 

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