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Conversas e Café

Desabafos da Alma #2

Escrevo este post ao som do álbum Ensemble de Rui Massena (link aqui). Eu sei que tenho andado desaparecida por estes lados, culpada! Mas em época de exames, conciliar tudo ainda está a ser um desafio e prometo aprender como se faz durante os próximos anos (assim espero!!). Presumo que me  percebam! Posto isto, tenho muito para vos contar. 

Olhei para o calendário e já estamos em julho, lá fora faz um calor descomunal, o termómetro marca 27ºC e eu aqui sentada a jurar que parece muito mais. Sobre Coimbra, depois deste meu primeiro ano na faculdade, posso dizer que me apaixonei. Se já antes conhecia e tinha vindo cá umas três vezes, agora sinto que esta é a minha segunda casa e mesmo estando longe da minha família - que não é algo fácil, admito -, esta cidade acolheu-me de forma calorosa. 

Mesmo se tratando de um ano atípico, com pouco contacto e pouca vida académica, sinto que já vivi muitas aventuras por aqui e conheci muitas pessoas, todas elas fabulosas à sua maneira. Ser caloira em ano atípico como este é conseguir gerir toda a ansiedade das aulas híbridas, é não ter noção sequer de como seria a latada ou a queima e sonhar com isso como se fosse realmente acontecer, é não ser praxada o número de vezes que seria suposto num ano de "normalidade", é ser testada pela própria UC para garantir a segurança de todos nós, é não haver jantares de curso... enfim! Mesmo assim, não me posso queixar, que de outra forma, graças às novas tecnologias, reinventámo-nos e fizemos novas amizades. E devo confessar que sou grata todos os dias por ter estas pessoas presentes na minha vida. 

Por outro lado, esta mudança para Coimbra fez-me redescobrir quem sou verdadeiramente. Quem é a Juliana que se escondia na sua zona de conforto. Descobri que tenho mais força do que julgava ter, tenho garra e ambição para concretizar todos os meus sonhos, por mais obstáculos que possam surgir e até mesmo a 1 125 km de casa. Deixar a ilha, para abraçar este meu sonho de licenciar-me em algo que para mim faz sentido, foi, talvez, das melhores coisas que pude fazer. Ganhar independência, autonomia, saber gerir as situações do dia a dia, sobretudo organizar o meu tempo, de modo que os estudos, a minha vida social e a minha casinha fiquem para trás. E estou tão orgulhosa nesta pessoa tão independente e tão dona de si na qual me tornei.

Com isto, também percebi-me que mudei entretanto. Descobri que, de certo modo, já não me identifico mais com aquilo que a Juliana de nove ou dez meses atrás se identificava. Evoluí. Cresci. Faz parte! E só quero manter para mim, aquilo que sinto que faz sentido. Não porque deva manter simplesmente. 

E isto, de certo modo, também é válido para o que escrevo. Talvez (só talvez!) abandone alguns temas que abordo por aqui, não direi que deixarei de falar sobre eles, todavia, vou dar prioridade aquilo que acredito e que faz sentido neste exato momento. Pois seria forçado para mim e ingrato para vocês, continuar a fingir estar interessada sobre temas e dissertar sobre eles quando muito só queria agradar-vos. Mas não! Honestidade acima de tudo. 

Não foi só Coimbra que me mudou, eu apenas cresci e estou a ser a melhor versão de mim. 

 

Uma NOVA ERA está prestes a começar.

Quem está preparado para o que aí vem??

 

Desabafos da Alma #1

Não sei bem por onde começar nem o porquê de escrever isto desta forma mais crítica, quiçá. Porém, debato muito sobre isto para comigo. Até pode ser implicância minha ou até mesmo esquisitice daquele meu lado estranho que até a mim mesma consegue surpreender. Mas, nada do que escreverei aqui é algo que partiu do meu imaginário mas sim a realidade que muitos preferem não ver ou talvez nunca observada com olhos de ver. 

Redes sociais - o grande tema. É uma ferramenta de comunicação de muitos e de lazer de tantos outros até existir a "profissão" (entre muitas aspas) de influencer. Nada contra. Eu própria sendo blogger também estou, de certo modo, incluída no pacote. No entanto as redes sociais elevaram a fasquia. Mesmo não sendo fonte de rendimento, agora as redes sociais transformaram-se em algo onde se compartilha a "vida perfeita". E há muito que se lhe diga pois continuo a defender que não há perfeição. No entanto, toda a gente cobra-se demasiado e esforça-se de forma tão doentia, até, para ter o feed "perfeito", os stories "perfeitos", tudo impecável. Então, agora que estamos no verão, ainda pior! São fotos de biquíni na praia, onde até se prende a respiração e faz-se poses e apanham-se ângulos de esconder a barriga e a aumentar o rabo, são histórias de férias de verão que se formos a ver não são nada económicas para a carteira, e por aí vamos. Cada scroll que uma pessoa faça na timeline ou cada story que uma pessoa veja, vai tudo bater ao mesmo! Hoje em dia há toda uma competição frenética para ver quem leva para casa o prémio de melhor perfil das redes sociais. 

E mais! - Sim porque não ficamos por aqui! - As pessoas postam cada figura que até dá pena. Sinceramente, qual é a necessidade de postarem aquele tipo de coisas na internet? Será que não sabem que uma vez na net, nunca mais sai? E o desrespeito para connosco mesmos que estamos a perder quando postamos algo assim? Já para nem falar de dignidade, uma vez que, a meu ver, a partir do momento em que estas coisas vão parar à internet, perde-se o resto de dignidade e amor próprio que sobra (e se é que alguma vez existiu, não é!?). E depois cai um chuva de likes e comentários com montes emojis que deixam as pessoas a criar metas de "nesta publicação tenho menos likes do que naquela" e a viver constantemente em ilusões.

Sem falar na toxicidade que é! Uma pessoa na vida real abre o Instagram, por exemplo, e vê um corpo aparentemente bonito (mesmo que esteja todo editado no Photoshop e noutras apps similares), olha para aquilo e automaticamente compara-se. E é aí que começa a bater mal dos parafusos porque queria ser assim mas não é. Mesmo sabendo do facto que nas redes sociais o que está na moda é a "vida (aparentemente) perfeita" e que ninguém se deve comparar a ninguém, que somos todos lindos e maravilhosos, seres únicos, cada qual com os seus defeitos e qualidades, é quase impossível não se comparar!

E pergunto para quê minha gente? De que serve tudo isto? O que vamos ganhar com isto se no fim da vida, pobre ou rico, vai parar ao mesmo lugar!? Por isso é que eu acho que as redes sociais estão cada vez mais tóxicas e cada vez mais evito passar muito tempo lá. Porque para mim, este género de coisas não faz sentido.

Agora as redes sociais passaram a ser o mundo da perfeição e da fantasia, sítio da toxicidade devido ao mau uso das mesmas. Mas pronto, foi apenas um desabafo, cada qual acredita no que acredita, cada qual com a sua opinião e ainda com sua liberdade de expressão. Apenas fiz este reparo para que reflitam um pouco mais antes de apertar o botão de "Publicar".  

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