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Conversas e Café

Viajar em tempos de pandemia

Muito se tem falado sobre viajar em tempos de pandemia, aqueles tempos estranhos que requer um maior cuidado. Eu evito ao máximo tudo o que exige mais concentração de pessoas e viagens foi daquelas coisas que mais tive medo, no entanto, era algo que não poderia adiar.

Como já houvera referido outrora, fui colocada, na primeira fase de concurso nacional, na Universidade de Coimbra, a minha primeira opção e claro que não iria deixar escapar esta vaga no meu curso por causa desta (maldita) pandemia. No entanto, sou muito consciente de todos os "riscos" de acordo com as circunstâncias (que, desde já, são iguais a qualquer outra pessoa sem patologias associadas) que viria a correr. E claro que tudo isto não foi levado de ânimo leve mas arrisquei e lá vim eu com metade da Madeira às costas pronta para mais uma aventura, uma nova etapa da minha vida. 

Quanto à minha experiência na viagem Funchal - Lisboa, tenho vários aspectos que considerar mas posso, desde já, garantir que tudo foi MUITO seguro e tranquilo. Chegámos ao aeroporto ainda o sol dormia, apanhámos o primeiro voo da TAP desse dia. Despachámos a bagagem de porão, respeitando a sinalética utilizada no chão, mantendo assim os dois metros de distanciamento social, depois fomos para a sala de embarque, onde mais uma vez todas as normas, desde a máscara ao distanciamento, estavam bem presentes, passámos na zona de segurança do aeroporto e seguimos para as portas de embarque, tudo de forma muito calma e segura. Nestas zonas, deparámos com vários postos de solução à base de álcool gel para manter as mãos devidamente higienizadas e desinfetadas.

O maior medo, o avião. Não pelo facto de viajar pois é algo que pessoalmente adoro, mas sim por estar num sítio fechado com muitas pessoas ao meu redor. Tinha muito receio se alguém teimasse em não colocar devidamente a máscara de proteção, no entanto, nada passou de um receio e toda a gente cumpriu, de forma exemplar, quanto a esse aspecto. 

Chegamos a Lisboa, fomos de "autocarro" até ao terminal 1 para buscar a bagagem e sair dali. Aí o pânico instalou-se. Distanciamento de dois metros era inexistente. Ao contrário do Aeroporto da Madeira, havia poucos postos para a desinfeção das mãos, já para nem falar que não havia qualquer formulário ou teste para fazer antes de seguir cada um a sua vida. E as setas e toda a sinalética adotada? Nada era respeitado. Um caos! Por momentos pensei que estava a reviver os velhos tempos sem Covid, aqueles em que uma pessoa era" livre", só que desta vez a "brincar" às máscaras.

No entanto, já estamos em Coimbra, estamos bem, não apresentamos qualquer sintoma associado à Covid, graças a Deus! Os meus pais voltam à ilha dentro de poucos dias onde vão efectuar testes à Covid à chegada. Temos desinfetado vezes sem conta as mãos, usado máscaras até mesmo na rua, ao ar livre. Tomando, assim, todas as precauções possíveis e imaginárias para que tudo corra bem. 

Para concluir, só gostaria que o Governo Português desse um pouco mais de atenção a esta questão dos aeroportos onde circulam diariamente imensas pessoas de todas as partes do mundo. Acho que não seria má ideia haver mais restrições e apertar mais nas medidas à chegada, não só de passageiros estrangeiros mas também passageiros do nosso país. Ninguém tem escrito na testa que está infetado com Covid - 19. É só a minha opinião, vale o que vale. 

A " segunda vaga"

Muito se ouve falar sobre a "segunda vaga" da pandemia de COVID - 19. Mas fico confusa com a quatificação "segunda" para o termo "vaga" quando se trata das infeções de COVID seja em Portugal ou até mesmo no mundo. Digo isto porque há uma discordância entre os dados que levam a crer que efectivamente estamos perante uma "segunda vaga" quando sabemos que a primeira ainda nem passou e está tão longe disso?! Quais são os critérios científicos ou os dados que sustentam esta afirmação?

A meu ver, para haver uma segunda vaga ou uma segunda onda de COVID, a primeira vaga já devia ter sido dada como (quase) extinta. E digo isto porque se formos a ver os números podemos concluir que contrariam esta teoria de uma segunda volta e não, em nenhum país do mundo, o número de casos de infeções desceu drasticamente ou apontou um diagnóstico de um número de casos diários perto dos zero ou mesmo nos zero. Quer dizer, a única região portuguesa onde se pode considerar que está a enfrentar a tal segunda vaga, como eles dizem, é a Região Autónoma dos Açores, que após imensos dias sem apresentar registos de novas infeções de COVID - 19, voltou a registar novos casos. De resto, acho que não devemos falar em segunda vaga quando o número de casos diários a contrariam.  

Não sei se isto é implicância da minha parte ou falta de pretextos que levam a justificar tal aumento dos números. Enfim... vamos lá fazer o quê? Não é verdade?! No entanto, espero que depois deste post que fique bem explicito que precisamos de saber os critérios que levam as autoridades competentes bem como a comunicação social a acreditarem que estamos perante uma segunda vaga (ou não!!). 

São João em tempos de Covid

Junho é o mês dos Santos Populares. Aqui, na Madeira, o mais festejado é São João. Todos os anos o ponto de encontro para este tipo de festa é a promenade, junto à praia onde se reencontra amigos e conhecidos, pessoas que já não vemos nem falamos a algum tempo pelas diversas circunstâncias da vida. Todos os anos, nesse mesmo ponto de encontro, faz-se um piquenique onde se leva já cozido de casa atum escabeche, batata cozida, feijão e faz-se ali uma ceia. Isto tudo na véspera. E quando bate as doze badaladas, os mais corajosos atrevem-se a mergulhar no mar gélido ou simplesmente molhar os pés como manda a tradição. Este ano, pelas circunstâncias que vivemos, não será nada assim! Será diferente. Será estranho. Estranho por não puder repetir a tradição nem as celebrações, estranho porque não haverá os banhos à meia noite, enfim. Este ano, não haverá São João, nem convívios que permitam o ajuntamento de pessoas, tal como em todo o país. Este ano será apenas mais um dia que será lembrado não pelo convívio, não pelas gargalhadas nem pelos abraços mas sim pelo ficar em casa. Mas se só assim podemos contribuir para que não haja um novo aumento de casos, então que assim seja. 

Que para o ano, se tudo correr bem, voltaremos a invadir as ruas com cores, alegria, música e muita diversão mas por enquanto, este ano, viveremos uma outra realidade, talvez como aprendizado de dar o devido valor à liberdade que tínhamos, quiçá!

Feminismo

Nos últimos tempos temos lidado tanto com diversas manifestações, tudo por diferentes causas. Seja contra o racismo ou a favor do feminismo, há diversos movimentos e ideias para defender mas sinto que muitas das vezes as pessoas comecem a defender e ganhar voz sobre as mais diversas causas ridiculamente radicais que mais parece que não conhece o verdadeiro conceito da palavra. 

Uma das causas que mais se tem falado atualmente é o FEMINISMO e por isso mesmo vim esclarecer o conceito e dar a minha opinião sobre o tema e sobre a defesa da causa em questão. 

 

Conceito de Feminismo

Feminismo é um conjunto de movimentos políticos, sociais, ideológicos e filosofias que visam defender direitos equânimes e uma vivência humana por meio da afirmação de poder feminino e da libertação de padrões baseados nos géneros. Envolve a defesa da igualdade entre os homens e as mulheres nos mais diversos contextos: sociais, económicos, políticos, etc. , para além de promover os direitos das mulheres e os seus interesses.  

Na minha opinião, as pessoas que defendem este mesmo conceito, por vezes defendem-no de modo tão extremista. Atualmente, cada vez mais as mulheres lutam pelos seus direitos, pela sua independência e pela sua posição na sociedade, e eu como mulher, acho dignamente importante pois os tempos são outros e as mulheres também merecem estar em sociedade e criar a sua posição na mesma. No entanto, se há coisa que não concordo e que me preocupa neste tema é a forma de como as mulheres estão a fazer-se ouvir.

Dentro do feminismo, a defesa dos direitos e interesses, é muito divergente a nível de opiniões. Muitas delas erradas. Pois há mulheres que ao lutarem por esta causa seja em manifestações ou até mesmo nas redes sociais excedem-se. Vamos lá ver uma coisa: se nós estamos a defender os nossos direitos e interesses, se estamos a lutar por um lugar nos mais distintos cargos, seja a nível político, social ou até mesmo profissional, não temos o direito de rebaixar o sexo oposto. Se queremos tanto marcar a nossa posição nos mais diferentes campos da vida, devemos sim lutar pela igualdade sem desdenhar os homens e tratando-lhes da forma como eles nos tratem. Assim não, a meu ver, não se chega a lado nenhum. Se queremos lutar pela igualdade nas mais diversas categorias (social, político, financeiro, profissional) temos de estar à altura e mostrar que somos competentes para liderar sem passar à frente de ninguém e conquistar os nossos direitos e interesses pelo nosso próprio mérito. 

Assim sim, isto é feminismo! 

Pensem bem, antes de defenderem qualquer causa. Eu defendo o feminismo mas bem consciente do conceito por detrás desta causa.

 

As vidas negras importam!!

Entro em colapso mental quando penso na maldade que há neste MUNDO. Incrível como evoluímos em tanta coisa mas ainda temos tanto para evoluir. Ainda somos tão retrógrados e preconceituosos pela diferença da cor da pele, da cultura, dos hábitos e costumes. É como se apenas existisse uma cultura ou uma cor de pele certa. E como se a diferença fosse motivo de gozo, preconceito, perseguição, abuso. Mas no fundo somos todos seres humanos iguais, de carne e osso. É impressionante o quanto a nossa mentalidade ainda está nos tempos do Hitler ou nos tempos de escravidão. Tempos remotos mas ainda muito atual. E é triste pensar no quanto o ser humano ainda julga pelas aparências e cria rótulos em torno dessas pessoas só pela diferença de cultura e cor de pele. É algo terrível, algo tão desumano. E em vez de haver uma união entre pessoas de cores de pele diferentes, de haver convivência e de haver a oportunidade de expandir os horizontes e mente de cada um quanto à noção de cultura, há uma preferência tão desumana em humilhar, julgar, descriminar e até mesmo matar. O quão desumano é esta realidade? O quão triste é viver assim? Não entendo a necessidade de tirar a vida de alguém. Não entendo o facto de ter uma cor de pele diferente seja motivo para abuso e descriminação. Não entendo o porquê destas pessoas não puderem ter voz neste mundo. Não entendo. E para mim, não há nada que possam dizer, não existe argumentos válidos quanto a este tema que me leve a entender tanto ódio e tanto preconceito. E são nestas alturas em que uma pessoa pensa, qual é o propósito de tudo isto? Não são seres humanos como nós? Não são feitos de carne e osso? A cor de pele, a cultura e os rótulos fazem deles mais ou menos pessoas do que nós? Qual será o motivo de tamanha injustiça perante estas pessoas? Eu vejo muito para além da cor, independentemente da sua religião, da sua cultura, são pessoas, são HUMANOS, e têm os mesmos direitos e deveres que eu. Eles também têm algo a acrescentar neste mundo, têm as suas opiniões, os seus valores, são tão preciosos como todos os outros. Cada um com um propósito. E infelizmente, não têm tanta voz. Mas nós, os "brancos" temos o dever de gritar por eles. Pois as vidas negras também importam. Por isso vamos todos gritar mais alto contra todo e qualquer preconceito que exista, vamos dar-lhes voz, vamos erguê-los perante todos aqueles que os maltratam, que os descriminam. Porque somos todos iguais. E se eles não têm poder suficiente para ser ouvidos vamos gritar ainda mais alto com eles contra a injustiça para que a cor de pele não seja motivo para discriminação. 
A diferença é importante! 
As vidas negras também importam!! 

O que a quarentena nos obrigou a fazer...

A pouco e pouco regressamos à "normalidade". Portugal agora já está em estado calamidade em vez de emergência. A diferença entre estes dois estados é que mais alguns postos de trabalho podem reabrir voltando, assim, à atividade. O uso de máscara e/ou viseiras é obrigatório em todos os recintos fechados e esses recintos estão sobre regras muito específicas, entre as quais à desinfeção das mãos obrigatória de todas as pessoas e lotação máxima limitada de modo a ser possível manter o distanciamento social de dois metros. Mas outras coisas, por outro lado não mudaram, por muito que queiramos regressar à nossa vida pré-covid, é bom relembrar que a nossa vida será como antes. Agora que algumas restrições foram "aliviadas" não significa que voltamos à vida normal onde nem sonhávamos sobre a existência deste vírus. Ainda é necessário ficar em casa, privado de algumas atividade em que possam colocar-nos em risco, pois são os comportamentos de risco que levam ao aumento do número de casos de Covid -19 a nível mundial. E há que respeitar tais indicações. 

Dito isto, venho falar-vos de várias situações que aconteceram com várias pessoas durante esta quarentena e vou dizer revelar-vos aquelas que aconteceram comigo também. Divirtam - se. 

Esgotar o papel higiénico no supermercado

Quando foi anunciada a quarentena lá foi a malta toda para o supermercado esgotar o papel higiénico. As parteleiras do artigo estavam vazias por completo, mais parecia que ia haver um apócalipse de diarreia em vez de uma quarentena. Send help!

 

Aperfeiçoar dotes de culinária

E de repente as selfies do Facebook deram lugar aos bolos e aos pães caseiros. De repente, as redes sociais mais pareciam o concurso do masterchef em que toda a gente partilhava receitas, os resultados de receitas, fotos que deixavam com água na boca e uma vontade súbita de comer. Cá por casa experimentamos adaptar receitas já pré - existentes em algo mais fit e saudável possível e tivemos um pouco de tudo desde bolos a pudins, até panquecas.

 

Criar conta no TikTok

Acho que isto aconteceu com 95% da população mundial. E tenho que admitir que o TikTok foi das coisas que me animou na quarentena. Desde às parvoíces até às dancinhas, eu distraí-me, dei tantas gargalhadas, fez bem. Obrigada Tiktokers de todo o mundo por me divertirem. 

 

Organizar os armários

E são nestas alturas que quando uma pessoa não tem nada para fazer, vê-se no tédio inventa alguma forma de se entreter. Atrevo-me a dizer que organizei melhor uma gaveta que me estava a me irritar a algum tempo e eu sempre dava aquela desculpa do "fica para outro dia, quando tiver mais tempo". Bem, agora não me irrita mais. Também redescobri que afinal não necessito de mais roupa até 3095. Bem quer dizer, um par ou dois de sapatilhas a mais não faziam diferença, né!? E ainda organizei a minha gaveta de maquilhagem, limpei os pincéis (coisa que leva tanto tempo mas teve de ser!) e voilà. 

 

Ler um livro

Para passar o tempo e por o hábito da leitura em dia. A quarentena foi perfeita para isso. Quem mais se juntou ao clube?

 

Fazer maratona de séries e filmes

Quem mais maratonou filmes e séries? Eu fiz maratona de séries, La Casa de Papel e Lucifer, no qual deixei a minha opinião sobre as mesmas, aqui e aqui. Agora estou numa outra mas ela é enorme que ainda não saí da segunda temporada e a quinta está quase a ser lançada!

 

Assaltar o frigorífico e os armários da cozinha

É a realidade de muita gente, sobretudo quando não há nada para fazer, o nosso cérebro ocupa-se com a fome. Daí a corrida à cozinha para petiscar alguma coisa e com isso o aumento de peso. Por acaso, não está a acontecer isso comigo, eu sempre tento manter a mente ocupada (coisa que para mim não é difícil pois eu sou daquelas pessoas que pensam demasiado!) e evitar ao máximo a cozinha para não cair em tentação. 

 

Virar fit

Se por um lado estas pessoas faziam bolos, pães, etc. por outro também tornaram-se como aquelas influencers fit. Muitas delas começaram a andar a pé (cá entre nós, uma bela desculpa para não assentar o rabo em casa!), descarregaram aplicações de fitness, seguiram os treinos das celebridades no YouTube e as dietas da Carolina Patrocínio. Até vi pessoas que não fazem nada de exercício na vida a mexer as palhas, uau que milagre, foi preciso vir o Covid!

Cá por casa, o que aconteceu foi o desespero e a saudade de voltar ao ginásio, ao meu happy place, de levantar os meus 120kg nas pernas. Mas como não pode ser, coisa que é compreensível, não tenho parado. Tenho feito treinos diários de 30 a 45 minutos, seis vezes por semana. E intercalo semanas em que faço uma vez por dia com semanas em que faço dois treinos diários. Só assim é que tenho aguentado ficar em casa tanto tempo e com sanidade mental. 

 

Ficar no tédio

Isto é tudo muito bonito. Mas quando o tédio invade o nosso ser, como nem o vírus sabe fazer, está tudo perdido. Aquele sentimento de aborrecimento, aqueles pensamentos mais negativos e as perguntas tais como "quando é que isto acaba?" são legítimas e todos nós já passamos por isso, por mais positivos que sejamos, pelo menos uma vez já sentimos isto. Eu admito, eu já passei! Para não ficar no tédio, tentei fazer uma check list com coisas que gostaria de fazer na qual andava constantemente a adiar e fiz. Fez-me um bem infinito. 

 

Dormir para ver se as horas passavam mais depressa

Assumo que eu já fiz isto algumas vezes nesta quarentena. Quem nunca? Não sou de dormir durante o dia mas quando até a internet já me cansava, não estava a dar nada de jeito nos inúmeros canais de televisão, deitei-me no sofá e adormeci. Soube pela vida!

 

Fazer videochamada 

As videochamadas ou videoconferências, como preferirem chamar, foram uma forma de nos juntar por mais distância que existisse, também foi utilizada como uma ferramenta de trabalho e até para as aulas online. Há tantas histórias épicas por detrás das videochamadas entre as quais "como se liga esta coisa?" "eu não vejo ninguém" impossível não rir. Foi algo que nos ligou, que causou momentos bonitos de partilha, de amor, sorrisos e saudade. 

 

Apanhar sol na varanda e desejar ter uma piscina em casa

Os dias lindos de sol que tem dado, pelo menos por estes lados, chegam a ser tentadores uma vez que o nosso dever é ficar em casa. Sou daqueles pessoas que não gosta muito de apanhar sol, não me julguem! Mas ultimamente, dou por mim estendida na varanda a apanhar e a desejar ter uma casa com piscina para refrescar. Acho que a maior parte das pessoas que não têm piscina em casa também sentem isto, estou errada?

 

Ficar dias inteiros de pijama

A equação é bem simples: FICAR EM CASA + PIJAMA = QUARENTENA. Começo a achar que até as roupas já sentem saudades de dar uma voltinhas à rua. Acredito que muita gente desistiu da ideia de "manter as rotinas" após a segunda ou a terceira semana de quarentena. E andar de pijama é tão confortável, facto universal. Agora que já demos bom uso aos pijamas que à uns tempos reclamamos ter recebido com prenda de natal, penso que o mais difícil será voltar às fardas de trabalho e às roupas do nosso dia a dia.

Cá por casa, ninguém passa dias inteiros de pijama mas as roupas que usamos também são bem confortáveis.

 

Higienização das mãos

Com a quarentena, toda a gente, sem exceção, aprendeu a higienizar corretamente as mãos e com maior frequência até. A partir de agora, esta prática de boa higienização será fundamental. Sim, porque a vida  pós - covid é completamente diferente da vida pré - covid. E manter as mãos bem higienizadas é uma das formas de evitar a propagação do vírus. E acredito que a partir de agora, toda a gente vai adicionar um frasquinho de gel desinfetante aos seus pertences pessoais. 

 

E estes foram alguns tópicos das mudanças em que vivemos em resultado desta pandemia. 

Esqueci-me de abordar algum? Quem mais se identificou com aquilo que foi falado?

 

 

 

 

 

 

 

O Diário da Quarentena #4

Trinta e nove dias fechada em casa, de quarentena, por opção própria já merece uma atualização neste diário de quarentena... 

Não mudou muita coisa desde o último diário quer dizer, tirando o facto de houver uma cerca sanitária em Câmara de Lobos desde as 00h do dia 19 deste mês, continuamos todos em casa. Sair só para o mais essencial possível para os meus pais pois para mim, não é, nem de perto uma opção.

Estes dias tem sido um misto de "não tenho nada para fazer" com um "vamos ver séries para descomprimir". Este mixed feelings tem-me deixado viciada e presa de tal forma às séries que nem sei bem como vou lidar sem a presença delas quando voltar à "normalidade". "Normalidade" essa que mais parece um bilhete da lotaria, toda a gente deseja ter mas tão longínquo de acontecer.

Agora também tenho aulas online, que coisa linda, diga-se de passagem, falar para o computador como se tivéssemos a falar para a pessoa, chego até a sentir saudades do ambiente escolar e de todas as rotinas. E o que eu mais adoro nesta modalidade de "aulas" é o facto dos professores fazerem perguntas como "perceberam?" e há um silêncio total, entre muitas outras situações de quem só quem passa, pode contar. 

E o medo de uma segunda vaga? A primeira nem passou mas já toda a gente pensa em abrir aos poucos certas atividade. Se esta primeira está a ser assim, pois os números são completamente escandalosos e só um cego ou um louco não consegue ver, imaginem uma segunda. O fim da humanidade!

Uma autêntica guerra sem armas por isso meus amigos, FIQUEM EM CASA!

 

 

 

O Diário da Quarentena #3

Já nem sei a quantas ando, não sei qual é o dia do mês em que estamos nem se é domingo ou segunda mas, uma coisa é certa o relógio aumentou uma hora e a minha felicidade de passar menos uma hora de quarentena entre quatro paredes é grave. 

Há onze dias escrevi o meu diário da quarente e desde então não há muito mais acrescentar se não a minha frustração quanto à estagnação da minha vida pessoal e académica. Sou uma pessoa que gosta de muito de certezas, gosto de garantias, gosto de saber com o que posso contar para preparar-me mentalmente de acordo com as circunstâncias para evitar uma crise de ansiedade e o que está a acontecer, neste momento, é tudo menos certezas. Eu sei que estamos todos no mesmo barco, sei que não posso exigir respostas pois nesta situação não há muitas respostas que me possam dar. Mas é frustrante... então quando se prevê mais dois ou três meses confinada dentro do mesmo espaço isto mais parece o Big Brother ou A Casa dos Segredos que até já tentei contactar à TVI para dizer que eu não concordei de todo com estas medidas. 

No entanto seguimos fortes nesta quarentena.. quer dizer, eu sigo forte porque os meus pais, a cada dia que passa, estão mais insuportáveis. #SendHelp

E muito embora a maior parte dos meus dias sejam um frenesim de abrir o Instagram, fechar o Instagram, abrir o TikTok (sim também entrei na onda e nunca pensei gostar tanto!!) e fechar o TikTok, também tenho tido tempo para ler (e ai que saudades que eu tinha!!) e me exercitar. Mas, me aborreço! Já vi todos os filmes mais românticos na televisão, já fiz mil e quinhentas videochamadas com a família mas p*rra!! Não é a mesma coisa, falta o abraço, o aconchego, as gargalhadas.. Falta tudo! Mas só assim é que damos o valor ao que realmente importa. 

Quando isto tudo acabar, e espero que seja bem em breve, vou a correr para o meu psicólogo porque há muita coisa para assimilar.. Mas por mais frustrações esta quarentena nos possa oferecer, por mais aborrecidos que estejamos, vamos desafiar a nós mesmos e vamos permanecer em casa é para o nosso bem e só depende de nós, os resultados deste gesto, não são visíveis nos números de agora, nem nos hoje ou amanhã mas sim daqui a 15 dias, o tempo médio que o vírus se "instala" no organismo. 

Por isso, apelo uma vez mais, FIQUEM EM CASA!

 

O Diário da Quarentena: Dia 6

E ao sexto dia de quarente, dia 18 de março, foi decretado pela primeira vez estado de emergência por Marcelo Rebelo de Sousa após todo o parlamento aprovar esta decisão. Bem, é triste ver a que ponto as coisas chegaram, poder assistir a este tipo de situação sair do controlo e não puder fazer nada, não puder salvar vidas. Ontem, morreu a segunda pessoa com COVID-19, apareceu mais dois casos na Madeira, subido assim para três o número de infetados e ainda apareceu os dois primeiros casos no Alentejo, mais especificamente em Évora. E também ontem, por outro lado, mais uma pessoa recebeu alta por estar curada deste mal que é o Coronavírus. 

Olho para tudo isto com uma certa tristeza, agonia e distanciamento. Custa-me ir à varanda ou olhar pela minha janela para a rua e não ver ninguém. É como se morasse no meio deserto ou de uma floresta. Nas varandas já se vê lençóis velhos brancos com arco-íris pintado apelando à mensagem de que dias melhores virão, não sabemos quando, mas os dias melhores sempre veem, não há tempestade que dure para sempre. "Atravessamos tempos difíceis" disse o nosso presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, e disse muito bem, pois são tempos de maiores restrições, de maiores cuidados, de alguma ansiedade também mas se há coisa que nunca devemos deixar de ter é esperança. Como diz o povo "a esperança é a última a morrer" e são em momentos como estes que não pudemos deixar de acreditar, por mais difícil que pareça, que a vida há de dar um jeito, que o universo irá se ajustar e que tudo vai dar certo, aos poucos. 

É triste, mas ao longo da nossa história, já passamos por muitas tempestades e mesmo assim todas essas adversidades não deixaram de construir as pessoas que somos hoje. 

Após este pequeno, grande desabafo, deixo-vos um ponto de situação sobre o meu sexto dia, entre muita leitura e séries, tive tempo para me dedicar aos estudos, fazer exercício físico, ouvir os vizinhos de baixo aos berros todo o santo dia porque não sabem comportar-se como pessoas civilizadas, e também tive tempo para ficar viciada numa série, Love Is Blind e deitar rios e rios de lágrimas por conta dela. 

E assim se segue forte mesmo em quarentena voluntária, lava-se muito bem as mãos, medir a temperatura, enfim.. nível de sanidade mental: 85%, uma pessoa aguenta! 

Quarentena? E agora?

Não queria ser mais uma pessoa a falar do COVID-19 mas o assunto é incontornável. Sobre o Coronavírus há muito que se lhe diga, tenho até uma opinião formada sobre ele e uma teoria mas prefiro guardá-la só para mim. 

Hoje decidi compartilhar convosco algumas ideias do que fazer em caso de quarentena e/ou isolamento social. Mas antes de começar, quero relembrar que estar de quarentena NÃO É estar de férias portanto comportem-se em vez de encher as praias (seja em Carcavelos ou em qualquer outra praia do país) ou centros comerciais, ou o que for. 

Aqui vai algumas ideias do que fazer para combater o aborrecimento. 

  • Ler - aproveitemos esta pausa para por em dia as nossas leituras, ler um livro antigo ou fazer a compra de livros online pela plataforma Wook, por exemplo, com a máxima segurança.  
  • Fazer maratona de filmes e séries - porque não atualizar a temporada em atraso da sua série predileta e/ou fazer maratona de cinema no conforto da sua casa? Há tantos filmes lindos para se derreter, conhecer, ver e rever. 
  • Fazer maratona no YouTube - se fosse vocês, faria uma maratona de Felipe Neto, eu juro há canal do YouTube que me deixa tão bem disposta e a rir às gargalhadas mesmo quando não há muitos motivos para isso é, sem dúvida, o canal deste YouTuber brasileiro que é só dos YouTubers mais vistos em todo o mundo. Mas há muito para ver por lá. Aproveitem!
  • Ler mais o blog - Agora que também estou neste clima de "isolamento social" por questões de precaução que o Governo Regional e Central implementaram, vou ter mais tempo para produzir conteúdo para vocês e por isso conto com a vossa ajuda e faço um apelo com assuntos de posts que vocês quisessem ver por aqui, qual quer sugestão será tida em conta. 
  • Exercitar - Mesmo com o ginásio fechado não há desculpas! Vamos lá arrastar os móveis de casa para criar mais espaço para fazer uma sessão de exercício físico. Eu já me preveni e instalei a app Nike Training Club no meu iPhone para começar a fazer. Esta app também está disponível para Android, iPad e uma versão para o Apple Watch. Vamos lá. 
  • Organizar o closet - que tal dedicar um tempinho ao closet? Organizá-lo, selecionar as peças que pretende manter separando-as daquelas que pretende se desfazer, doando-as para alguém. É uma ótima terapia e eu garanto que é uma ótima maneira de se manter ocupada por mais tempo. 
  • Dia de spa - Qual foi a última vez que tirou um tempinho só para si? Pois bem, um dia de spa caseiro, com uma esfoliação corporal, cuidados com o rosto e corpo, porque não? Relaxe e esqueça o vírus por algum tempo!

E estas foram algumas ideias que eu mesma vou utilizar neste período mais crítico da epidemia e esperar que corra tudo pelo melhor e que tudo se resolva bem rápido. 

A minha proposta para vocês mantém-se: deixem as vossas sugestões de assuntos de posts que gostam de ler e que gostariam que fossem abordados aqui no blog, qualquer sugestão, por mais descabida que vos possa parecer, será tida em conta. 

Cuidem-se bem, respeitem a vossa saúde e de quem vos rodeia!

 

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