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Conversas e Café

O que a quarentena nos obrigou a fazer...

A pouco e pouco regressamos à "normalidade". Portugal agora já está em estado calamidade em vez de emergência. A diferença entre estes dois estados é que mais alguns postos de trabalho podem reabrir voltando, assim, à atividade. O uso de máscara e/ou viseiras é obrigatório em todos os recintos fechados e esses recintos estão sobre regras muito específicas, entre as quais à desinfeção das mãos obrigatória de todas as pessoas e lotação máxima limitada de modo a ser possível manter o distanciamento social de dois metros. Mas outras coisas, por outro lado não mudaram, por muito que queiramos regressar à nossa vida pré-covid, é bom relembrar que a nossa vida será como antes. Agora que algumas restrições foram "aliviadas" não significa que voltamos à vida normal onde nem sonhávamos sobre a existência deste vírus. Ainda é necessário ficar em casa, privado de algumas atividade em que possam colocar-nos em risco, pois são os comportamentos de risco que levam ao aumento do número de casos de Covid -19 a nível mundial. E há que respeitar tais indicações. 

Dito isto, venho falar-vos de várias situações que aconteceram com várias pessoas durante esta quarentena e vou dizer revelar-vos aquelas que aconteceram comigo também. Divirtam - se. 

Esgotar o papel higiénico no supermercado

Quando foi anunciada a quarentena lá foi a malta toda para o supermercado esgotar o papel higiénico. As parteleiras do artigo estavam vazias por completo, mais parecia que ia haver um apócalipse de diarreia em vez de uma quarentena. Send help!

 

Aperfeiçoar dotes de culinária

E de repente as selfies do Facebook deram lugar aos bolos e aos pães caseiros. De repente, as redes sociais mais pareciam o concurso do masterchef em que toda a gente partilhava receitas, os resultados de receitas, fotos que deixavam com água na boca e uma vontade súbita de comer. Cá por casa experimentamos adaptar receitas já pré - existentes em algo mais fit e saudável possível e tivemos um pouco de tudo desde bolos a pudins, até panquecas.

 

Criar conta no TikTok

Acho que isto aconteceu com 95% da população mundial. E tenho que admitir que o TikTok foi das coisas que me animou na quarentena. Desde às parvoíces até às dancinhas, eu distraí-me, dei tantas gargalhadas, fez bem. Obrigada Tiktokers de todo o mundo por me divertirem. 

 

Organizar os armários

E são nestas alturas que quando uma pessoa não tem nada para fazer, vê-se no tédio inventa alguma forma de se entreter. Atrevo-me a dizer que organizei melhor uma gaveta que me estava a me irritar a algum tempo e eu sempre dava aquela desculpa do "fica para outro dia, quando tiver mais tempo". Bem, agora não me irrita mais. Também redescobri que afinal não necessito de mais roupa até 3095. Bem quer dizer, um par ou dois de sapatilhas a mais não faziam diferença, né!? E ainda organizei a minha gaveta de maquilhagem, limpei os pincéis (coisa que leva tanto tempo mas teve de ser!) e voilà. 

 

Ler um livro

Para passar o tempo e por o hábito da leitura em dia. A quarentena foi perfeita para isso. Quem mais se juntou ao clube?

 

Fazer maratona de séries e filmes

Quem mais maratonou filmes e séries? Eu fiz maratona de séries, La Casa de Papel e Lucifer, no qual deixei a minha opinião sobre as mesmas, aqui e aqui. Agora estou numa outra mas ela é enorme que ainda não saí da segunda temporada e a quinta está quase a ser lançada!

 

Assaltar o frigorífico e os armários da cozinha

É a realidade de muita gente, sobretudo quando não há nada para fazer, o nosso cérebro ocupa-se com a fome. Daí a corrida à cozinha para petiscar alguma coisa e com isso o aumento de peso. Por acaso, não está a acontecer isso comigo, eu sempre tento manter a mente ocupada (coisa que para mim não é difícil pois eu sou daquelas pessoas que pensam demasiado!) e evitar ao máximo a cozinha para não cair em tentação. 

 

Virar fit

Se por um lado estas pessoas faziam bolos, pães, etc. por outro também tornaram-se como aquelas influencers fit. Muitas delas começaram a andar a pé (cá entre nós, uma bela desculpa para não assentar o rabo em casa!), descarregaram aplicações de fitness, seguiram os treinos das celebridades no YouTube e as dietas da Carolina Patrocínio. Até vi pessoas que não fazem nada de exercício na vida a mexer as palhas, uau que milagre, foi preciso vir o Covid!

Cá por casa, o que aconteceu foi o desespero e a saudade de voltar ao ginásio, ao meu happy place, de levantar os meus 120kg nas pernas. Mas como não pode ser, coisa que é compreensível, não tenho parado. Tenho feito treinos diários de 30 a 45 minutos, seis vezes por semana. E intercalo semanas em que faço uma vez por dia com semanas em que faço dois treinos diários. Só assim é que tenho aguentado ficar em casa tanto tempo e com sanidade mental. 

 

Ficar no tédio

Isto é tudo muito bonito. Mas quando o tédio invade o nosso ser, como nem o vírus sabe fazer, está tudo perdido. Aquele sentimento de aborrecimento, aqueles pensamentos mais negativos e as perguntas tais como "quando é que isto acaba?" são legítimas e todos nós já passamos por isso, por mais positivos que sejamos, pelo menos uma vez já sentimos isto. Eu admito, eu já passei! Para não ficar no tédio, tentei fazer uma check list com coisas que gostaria de fazer na qual andava constantemente a adiar e fiz. Fez-me um bem infinito. 

 

Dormir para ver se as horas passavam mais depressa

Assumo que eu já fiz isto algumas vezes nesta quarentena. Quem nunca? Não sou de dormir durante o dia mas quando até a internet já me cansava, não estava a dar nada de jeito nos inúmeros canais de televisão, deitei-me no sofá e adormeci. Soube pela vida!

 

Fazer videochamada 

As videochamadas ou videoconferências, como preferirem chamar, foram uma forma de nos juntar por mais distância que existisse, também foi utilizada como uma ferramenta de trabalho e até para as aulas online. Há tantas histórias épicas por detrás das videochamadas entre as quais "como se liga esta coisa?" "eu não vejo ninguém" impossível não rir. Foi algo que nos ligou, que causou momentos bonitos de partilha, de amor, sorrisos e saudade. 

 

Apanhar sol na varanda e desejar ter uma piscina em casa

Os dias lindos de sol que tem dado, pelo menos por estes lados, chegam a ser tentadores uma vez que o nosso dever é ficar em casa. Sou daqueles pessoas que não gosta muito de apanhar sol, não me julguem! Mas ultimamente, dou por mim estendida na varanda a apanhar e a desejar ter uma casa com piscina para refrescar. Acho que a maior parte das pessoas que não têm piscina em casa também sentem isto, estou errada?

 

Ficar dias inteiros de pijama

A equação é bem simples: FICAR EM CASA + PIJAMA = QUARENTENA. Começo a achar que até as roupas já sentem saudades de dar uma voltinhas à rua. Acredito que muita gente desistiu da ideia de "manter as rotinas" após a segunda ou a terceira semana de quarentena. E andar de pijama é tão confortável, facto universal. Agora que já demos bom uso aos pijamas que à uns tempos reclamamos ter recebido com prenda de natal, penso que o mais difícil será voltar às fardas de trabalho e às roupas do nosso dia a dia.

Cá por casa, ninguém passa dias inteiros de pijama mas as roupas que usamos também são bem confortáveis.

 

Higienização das mãos

Com a quarentena, toda a gente, sem exceção, aprendeu a higienizar corretamente as mãos e com maior frequência até. A partir de agora, esta prática de boa higienização será fundamental. Sim, porque a vida  pós - covid é completamente diferente da vida pré - covid. E manter as mãos bem higienizadas é uma das formas de evitar a propagação do vírus. E acredito que a partir de agora, toda a gente vai adicionar um frasquinho de gel desinfetante aos seus pertences pessoais. 

 

E estes foram alguns tópicos das mudanças em que vivemos em resultado desta pandemia. 

Esqueci-me de abordar algum? Quem mais se identificou com aquilo que foi falado?

 

 

 

 

 

 

 

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