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Conversas e Café

O Diário da Quarentena #3

Já nem sei a quantas ando, não sei qual é o dia do mês em que estamos nem se é domingo ou segunda mas, uma coisa é certa o relógio aumentou uma hora e a minha felicidade de passar menos uma hora de quarentena entre quatro paredes é grave. 

Há onze dias escrevi o meu diário da quarente e desde então não há muito mais acrescentar se não a minha frustração quanto à estagnação da minha vida pessoal e académica. Sou uma pessoa que gosta de muito de certezas, gosto de garantias, gosto de saber com o que posso contar para preparar-me mentalmente de acordo com as circunstâncias para evitar uma crise de ansiedade e o que está a acontecer, neste momento, é tudo menos certezas. Eu sei que estamos todos no mesmo barco, sei que não posso exigir respostas pois nesta situação não há muitas respostas que me possam dar. Mas é frustrante... então quando se prevê mais dois ou três meses confinada dentro do mesmo espaço isto mais parece o Big Brother ou A Casa dos Segredos que até já tentei contactar à TVI para dizer que eu não concordei de todo com estas medidas. 

No entanto seguimos fortes nesta quarentena.. quer dizer, eu sigo forte porque os meus pais, a cada dia que passa, estão mais insuportáveis. #SendHelp

E muito embora a maior parte dos meus dias sejam um frenesim de abrir o Instagram, fechar o Instagram, abrir o TikTok (sim também entrei na onda e nunca pensei gostar tanto!!) e fechar o TikTok, também tenho tido tempo para ler (e ai que saudades que eu tinha!!) e me exercitar. Mas, me aborreço! Já vi todos os filmes mais românticos na televisão, já fiz mil e quinhentas videochamadas com a família mas p*rra!! Não é a mesma coisa, falta o abraço, o aconchego, as gargalhadas.. Falta tudo! Mas só assim é que damos o valor ao que realmente importa. 

Quando isto tudo acabar, e espero que seja bem em breve, vou a correr para o meu psicólogo porque há muita coisa para assimilar.. Mas por mais frustrações esta quarentena nos possa oferecer, por mais aborrecidos que estejamos, vamos desafiar a nós mesmos e vamos permanecer em casa é para o nosso bem e só depende de nós, os resultados deste gesto, não são visíveis nos números de agora, nem nos hoje ou amanhã mas sim daqui a 15 dias, o tempo médio que o vírus se "instala" no organismo. 

Por isso, apelo uma vez mais, FIQUEM EM CASA!

 

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