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Conversas e Café

Há um mês pela cidade de Coimbra...

Pois é, já se passou um mês desde que saí do ninho e voei nesta aventura que é viver sozinha numa nova cidade onde tudo é-me, praticamente, desconhecido. Durante este mês que passou eu chorei algumas vezes, não vou mentir, ri-me também. Fiz novos amigos, fui às praxes (às poucas que houveram), ganhei uma "família". Por outro lado, as saudades da minha ilha, da minha família, manifestaram-se (e ainda se manifestam!) sobretudo quando não tenho nada para fazer, quando não há conversas nos grupos de WhatsApp, sobretudo aos fins de semana. Para mim, domingo é o pior dia. 

O pior dia no sentido em que é o dia em que as videochamadas via FaceTime são feitas na hora de almoço onde, tradicionalmente, a família se junta e almoça e depois vai passear. Aí sim, dá um aperto no coração quase insuportável e os meus olhos escondem as lágrimas que teimam em sair enquanto a minha cara força o melhor sorriso que possa fazer. Mas também é o pior dia uma vez que quase toda a malta do curso se encontra na sua "terrinha" e não há ninguém para ir ao café. Enifim... Num todo, posso dizer que é um carrossel de emoções que se vive. Dias melhores que outros, mas eu juro que pensei que iria ser mais difícil adaptar-me aqui e que passado um mês já estaria a arrumar as malas a dizer que ia voltarn para a ilha. (Nada dramática a menina! Nada. Nadinha!)  

Apesar de toda a saudade bater no peito quando ouço ou penso no nome "Madeira", não tenho saído nada mal em conciliar estudos com tarefas domésticas, desde cozinhar, limpar, arrumar. Toda eu sou uma multitasking e nunca paro quieta, talvez para omitir a saudade e as lágrimas que com elas tendem a cair ou talvez até porque estou a ficar com o síndrome da arrumação e organização. Quiçá. 

O que é certo é o facto que em um mês cresci tanto, não em tamanho porque fiquei por os meus 1,57m definitivamente, mas sim pelo facto de me tornar independente e voar do meu ninho, sair da minha zona de conforto e tornar-me uma "mini adulta". Esta experiência de viver sozinha ensinou-me que para além dos estudos, tenho a minha vida de casa e também uma vida social, deste modo, tenho que arranjar tempo para tudo. E acho que, numa perspectiva global de toda a situação, desta minha nova realidade, até agora está a dar tudo certo. E apesar de viver constantemente com o coração apertadinho de saudades, sinto-me acolhida por toda a maltinha do curso, seja pelos meus colegas caloiros, seja pelos doutores que nos praxam, e no fim do dia somos todos amigos e são todos incrivelmente maravilhosos para comigo. Até atrevo-me a dizer que já me sinto em casa com tanta hospitalidade à minha volta. 

Para resumir, este primeiro mês está mesmo a ser uma aventura e tanto. 

No entanto, confesso que estou eternamente grata e estupidamente feliz por cada minuto que vivo aqui. 

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