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Conversas e Café

Experimentei o sensor Freestyle Libre 2 da Abbott

Olá, olá, 

Três anos depois do meu post em que revelei a minha experiência com o sensor Freestyle Libre, post esse que ainda hoje recebo comentários com milhões de histórias - link aqui -, voltei para contar-vos a minha mais recente experiência com a suposta versão melhorada do primeiro sensor, o Freestyle Libre 2 da Abbott. E só pelo sarcasmo desta minha introdução, penso que já deu para perceber que não correu lá muito bem. 

Desta vez, não estava com grande expectativa, apenas o coloquei por já ter lido algures nos grupos de diabéticos algumas maravilhas o que me levou a considerar esta ideia e aproveitei o facto de ter sido falado sobre o assunto na minha consulta de rotina e porque não? Mais trauma ou menos trauma, há sempre uma esperança por detrás relacionado à eficiência deste menino.

Continuo a defender a minha ideologia de que o sensor é uma ótima alternativa para reduzir as picadas que estamos tão habituados, sobretudo se este sistema for minimamente fiável. Mas é melhor entender primeiro o que evoluiu desde o primeiro para o segundo antes de falar em "fiabilidade". 

Este novo sensor é mais interativo e tecnologicamente inteligente. Primeiro que tudo, a maquina de leitura deste pode ser rapidamente substituída por um smartphone, que através do Bluetooth e da aplicação, basta passar pelo sensor para a sua leitura. Depois, o facto de ter a função de alarme que envia-vos notificações quando a glicémia está baixa ou alta ou ainda, lembretes para medir na hora X quando programado para tal. Podem também registar as unidades de insulina que administraram, tudo como faziam no leitor e conseguem entender também o vosso gráfico, quanto tempo dentro do alvo, a média aproximada da vossa glicémia, tudo igual ao primeiro sensor. 

Agora vamos à parte que toda a gente estava à espera de saber: afinal como correu a minha experiência? Se vou manter a picada no dedo ou fiquei rendida ao sensor? E eu vou contar-vos tudo, já de seguida e sem mais delongas. 

Lembrem-se de eu falar sobre as diferenças "abismais" de 100 a 150 mg/dl no primeiro sensor? Bem, continuamos a ter discrepâncias entre sensor e picada no dedo. Só que desta vez, menores! E não dá para entender ao certo pois por vezes os valores do sensor apresentam-se superiores ao do dedo e outras vezes, no sensor estou menos docinha do que estou, efetivamente, no dedo. Eis a principal diferença que acontece nesta segunda versão. Para acrescentar a este facto, as diferenças rondam os 60 ou 70 mg/dl no entanto, já cheguei a ter uma diferença de apenas 5mg/dl entre sensor e dedo, o que me deu uma certa esperança, mas mais uma vez, não passou de uma mera ilusão. 

Eu juro que gostava tanto que isto resultasse, mas já deu para perceber que este sistema, para mim, não funciona, com muita pena minha. Queria tanto que resultasse comigo pois é muito mais fácil abrir a app e discretamente passar pelo braço mas não é fiável. Já tive baixas de açúcar que o sensor nem chegou a detetar, nem a enviar-me notificação, mas sim, essas baixas foram detetadas por mim. E enquanto estava com 68, no sensor acusava 112, como se nada fosse. 

Continua a ser assustadora esta discrepância e o quanto as pessoas podem ser iludidas pelos valores apresentados pelo Libre 2 que na verdade podem não corresponder à realidade. 

Portanto, como podem verificar, após este meu depoimento, as picadas do dedo é para manter e a ideia do sensor para descartar, seguramente. 

Só espero que futuramente possa escrever que o sensor deu resultado e mudou a minha vida, coisa que não aconteceu, uma vez mais! 

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