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Conversas e Café

a m a r é c o m p l i c a d o !

Muito à parte da fofura que foi o casamento real, muito à parte aquilo que foi um casamento de sonhos para todas nós raparigas, hoje eu escrevo-vos sobre uma outra coisa, que também estaria, sem dúvida, relacionado com aquele que foi o casamento mais emocionante de todas as histórias de casamentos. Vim falar-vos sobre AMOR. Não só daquele que nos enche o coração e que desperta em nós um sentimento de nervosismo e/ou até mesmo das borboletas na barriga, mas também daquele que nos permite compartilhar com todos aqueles que se cruzam nas nossas vidas, aquele afeto, aquele sorriso, aquele cumprimento. 

Eu tenho uma teoria, por mais descabida que seja, deixa-me todos os dias a pensar. Como é que eu posso querer amar o próximo, como é que eu posso querer ter um compromisso com alguém (sim porque não são só os casamentos os compromissos e o amor também exige, de certo modo isso!) se não me amo totalmente como sou? É esta a minha teoria quase que filosófica que passa na minha mente mas se vos deixar pensar bem, tenho a certeza que vão acompanhar o meu raciocínio e toda esta minha lógica existencialmente mirabolante. 

Todos os dias somos bombardeados com novos padrões de moda, beleza e até mesmo de etiqueta. Todos os dias somos alvos de críticas seja pela nossa atitude e comportamentos nas mais diversas situações, algumas nem são assim tão intencionadas, mas por vezes, mesmo sem as pessoas quererem, por vezes magoa muito até. No meio de todo isto, perdemos a nossa verdadeira identidade, o nosso verdadeiro "eu interior". Ficamos deprimidos, ansiosos, desmotivados e um pouco nervosos por vezes. As pessoas, parecem que foram criadas como seres que só servem para criticar e atirar os outros bem lá para o fundo do poço e o mais engraçado é que são tão amigas, mas tão amigas que... adiante! (conteúdo não programado

Até que cheguei à conclusão que as horas que paço em frente ao espelho, a olhar-me sobre todos os ângulos possíveis e imaginários, não eram o suficientes pois percebi que não gosto de mim o suficiente, o que em pleno século XXI é perfeitamente natural, visto que quando abres o Instagram vês uma miúda de 13 anos mais bonita e com mais corpo do que tu, sem uma única borbulha na testa e com uma frase feita elaborada pelo Google toda ela estonteantemente apaixonada, tudo copy past

Mas agora a sério, a minha teoria está corroborada (segundo a filosofia de Karl Popper não se pode dizer verificada mas sim corroborada pois amanhã nada diz que ela possa ser falsa.. breve explicação gratuíta para quem vai fazer o Exame de Filosofia de 11ºano, não precisem de agradecer malta!), se assim se poder dizer, pois cada vez faz mais sentido gostarmos de nós e agirmos para com os outros e até mesmo connosco, da forma como queríamos ser tratados e deixar de subsitimar as nossas capacidades, pois nós somos mais fortes e mais incríveis do que pensamos. 

Nós estamos é muito dotados ao amar fisicamente, pela carinha bonita, o sorriso perfeito, ou até mesmo pelo corpo definidos que até nos esquecemos que as pessoas também têm sentimentos e talvez sejam eles os mais importantes do que qualquer abdominal definido que existe neste mundo. 

E só mais uma coisinha, nunca deixem que o vosso passado vos defina, nunca deixem que ele coloque-vos um travão através dos vossos medos pois são eles que vão adiar ou talvez encerrar todas as portas da vossa vida que vão bater à vossa felicidade. Não é a vossa imagem, a vossa altura, o vosso peso, o tamanho que vestem, que vão demonstrar a grandiosidade do vosso coração. 

Amar não é complicado, é talvez o sentimento mais puro e genuíno que o ser o humano não tem capacidade de controlar, que nasce dentro de si sem hora nem lugar, simplesmente sem aviso. Nós há que nascemos com um complicómetro ligado vinte e quatro sobre vinte e quatro horas por dia que temos que saber como e quando o desligar. 

 

 

ESTE POST ESTÁ CARREGADINHO DE IRONIA PARA VOS FAZER PARAR E PENSAR SE REALMENTE VALE A PENA COMPLICAR TUDO NA VIDA MESMO SABENDO QUE ELA PASSA A CORRER. 

 

 

A autora

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