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Conversas e Café

As 19 lições que aprendi em 19 anos...

Hoje faço dezanove anos, parabéns para mim! E hoje, vim compartilhar convosco dezanove das muitas lições que aprendi ao longo da minha (curta) existência. Na verdade sempre quis fazer um post deste género também para vos dar a conhecer um pouquinho mais de mim, no entanto reconheço que também é um desafio para mim mesma, pensar em dezanove lições/coisas que aprendi com o decorrer dos anos talvez não seja assim tão fácil e inato como muitas pessoas pensam. 

Sei que não sei tudo na vida nem gostaria de saber, mas do tão pouco que sei, vim fazer uma pequena abordagem para vós e quem sabe se não aprendo um pouco mais convosco e vocês comigo. E esse sim, é um dos objetivos deste post nesta data tão especial para mim. 

 

1. Jamais permitir que alguém te subestime. 

Comentários do género "não vais conseguir" ou "desiste" não podem interferir com a tua linha de pensamentos. Não deixes que ninguém te anule ou subestime o teu valor. Não deixes que as palavras/comentários dessas pessoas te deitem abaixo só porque, na prespetiva dos outros, é algo impossível ou desafiante demais para ser alcançado. Mas se tens um sonho ou uma visão diferente, vai atrás dela, arrisca por mais descabida que seja a ideia para os outros, pois pode ser essas ideias que te leve mais longe. 

 

2. Nem todos os que te rodeiam te querem bem. 

Talvez das frases mais duras que puderás ler hoje, no entanto, vais perceber, com o tempo quem está lá para ti, nos bons e principalmente nos maus momentos, para apoiar-te, ouvir-te e aconselhar-te. No entanto deves perceber que nem todos os que te rodeiam são teus amigos, muitas dessas pessoas estão lá por interesses e tantas outras como "sanguessugas" para absorver toda a tua boa energia e diminuir o teu astral. Quando reconheceres quem realmente quem são os "verdadeiros" e os "sanguessugas", aprende a diferenciar as informações que transmites bem como as energias. 

 

3. Se é tóxico, anula da tua vida. 

Muitas pessoas talvez não possam perceber este meu comportamento ou mudança de atitude para com elas mas a partir do momento em que eu sinto que algo não bate certo e me afasto e mudo de atitude, é porque algo já não fazia sentido para mim e para quem sou hoje. Deixei de seguir muitas pessoas nas redes sociais por considerar tóxico, e não foi só pessoas que outrora considerei "amigos" mas sim também figuras públicas ou celebridades, se assim o quiserem chamar. Pelo motivo de estar a intreferir psicologicamente com o meu sistema e tudo mais. E quando é demasiado para mim, quando acho que não tenho que lidar com isso, anulo da minha vida, tanto virtualmente como na vida real e não é errado, de todo, fazer isso. É saudável e chama-se cuidar da sanidade mental, a pouca que ainda resta. 

 

4. A beleza dos outros não anula a tua.

O conceito de beleza é muito subjetivo. E o facto de achares alguém bonita(o) não significa que tu também não sejas. Aliás, o que é bonito para uns, para outros pode deixar de ser. Com isto, quero dizer que os padrões de beleza não são tudo, são simplesmente apenas padrões e conceitos que ficaram conhecidos como ideais, mas não significa que a tua beleza, a tua verdade, o teu ser não seja belo, não seja bonito. A tua beleza interior diz tanto ou mais que aquilo que é visível aos olhos. Nunca compares a tua beleza com a dos outros pois tu és linda(o) tal e qual como és, és única(o) na verdade. 

 

5. A bondade não custa nada.

Não sejamos hipócritas ao ponto de esperar-mos respeito, bons modos e boas ações da outra parte se nós próprios nem o fazemos. É num mundo como este que vivemos que precisamos de ser os primeiros a dar o exemplo do que queremos para nós. A minha mãe sempre me ensinou para tratar os outros da forma como eu gostasse de ser tratada e até hoje, todos os dias, tento manter em mente este mesmo ensinamento. Um "bom dia" ou "boa tarde" quando encontro algum vizinho no prédio, não custa nada. Agir sem querer nada em troca não custa nada. Pequenas ações podem mudar o nosso dia e o dia de quem compartilhamos esses pequenos (grandes) atos. 


6. Tudo acontece por uma razão. 

A vida deu-me provas de que tudo acontece no tempo certo, quando tem que acontecer. Por vezes não sabemos a razão de acontecer. Mas acreditem, só no tempo certo, as coisas dão certo. 

7. Os dias maus também têm fim. 

Sabem aqueles dias mesmo maus que parecem não ter fim? A verdade é que depois da tempestade, o sol volta a brilhar e amanhã é um novo dia.

 

8. Saber reerguer após uma "derrota".

Nem sempre ganhamos as "batalhas" que enfrentamos na vida. Por isso mesmo é necessário ser pragmáticos e lidar de forma racional com os acontecimentos e sobretudo as dificuldades. Saber como contorná-las é essencial. Mas também é necessário saber dar a volta por cima e reerguer e não desistir após derrotados. 

9. Agradecer. 
Acho que em toda a minha vida, fui sempre muito grata por tudo o que me acontecia, bom ou mal, desde pequena foi incutida na minha educação o facto de agradecer a Deus. E foi algo que sempre faço desde que me lembro de ser gente. Dizem que o hábito de agradecer libera o fluxo de receber e é tão verdade! 

10. As aparências enganam.

Poderia escrever uma tese de mestrado com este tema. Mas resumindo, as pessoas são mesmo capazes de nos surpreender, tanto pela positiva como pela negativa. Todos nós ficamos com uma primeira impressão sobre a pessoa, pela sua aparência mas e que tal conhecer primeiro a pessoa e só depois retirar uma conclusão final sobre essa mesma pessoa. 

11. Sê a melhor versão de ti todos os dias. 
Progredir todos os dias. Melhorar um pouquinho hoje, outro pouquinho amanhã. Evoluir dia após dia. Sem medos de revelar quem és e aprender a serem versões melhores. 

12. Nunca mudar por ninguém. 
Mudar para agradar os outros? O quê? Não faz sentido. As pessoas têm de gostar de ti pela pessoa que és, com os teus defeitos e qualidades. Se não gostarem, não tens que mudar por elas mas sim, elas têm que se mudar. 

13. Maturidade nada tem haver com a idade. 
Talvez umas das coisas mais importantes que aprendi a lidar. A maturidade das pessoas que me rodeiam. Muitas vezes senti-me incompreendida pelo facto de que certas pessoas com idade igual ou superior à minha, não terem uma opinião formada sobre certos temas, talvez porque não têm interesse. A maturidade tudo tem haver com o mindset da pessoa e as suas experiências de vida. 

14. Crescer é um processo complicado. 
A adolescência e todas as transformações do corpo, tanto hormonais como físicas, ainda ter que lidar com problemas de autoestima e ansiedade é algo complicado. Nenhuma "criança" está preparada psicologicamente para tantas transformações em simultâneo. Resumindo e concluindo, crescer é um pouco desafiante e por vezes doloroso até. 

15. A lei do retorno nunca falha. 

Nunca ouviram a frase de que tudo o que dás, recebes de volta? Tenho que vos dizer, é tão simples quanto isto. Por vezes demora a chegar mas nunca falha. Estas relações cármicas, para quem acredita nestas coisas, são algo que depende muito dos nossos comportamentos e atitudes. Por isso se emitires uma energia boa e leve para quem te rodeia, receberás em troca tudo o que há de bom e positivo nesta vida, caso escolheres o contrário, tens de te aguentar com o que aí vem. 

 

16. Estar sozinho não é sinónimo de solidão. 

Temos muito o hábito de que estar sozinho é sinal de solidão. É uma teoria que já vem dos nossos antepassados. Para ser sincera, não há nada melhor do que desconectar, de vez enquanto, das pessoas e das correrias do dia a dia. Aquele tempo só teu é aquele tempo que deveria ser mais valorizado uma vez que não é o número de pessoas que tu estás que vai definir a solidão. Muitas vezes podes encontrar-te rodeado de tanta gente e te sentires só ou pelo contrário, podes estar contigo mesmo mas te sentires completo. Lembra-te que tu és a companhia que queres ter. Se não te sentes bem em estar sozinho, então muito dificilmente, sentir-te-ás bem com quem te rodeia. É um facto.

 

17. A vida perfeita de Instagram não existe. 

Deixem-se de ilusões ou comparar vocês ou até mesmo o vosso estilo de vida com alguém que vocês seguem nas redes sociais e acompanham o stories e tudo mais. Lembrem-se que as pessoas só mostram o que querem mostrar e que por de trás de uma câmara também são seres humanos, meros mortais como todos nós com sentimentos, virtudes e defeitos. E se há coisa que eu gostaria é que tentassem normalizar a vida real nas redes sociais, partilhar o dia a dia tal como ele é, mesmo que seja aborrecido, era bom acompanhar e perceber todo o processo do dia a dia e não apenas pequenos fragmentos do mesmo. Enfim...

 

18. Está tudo bem não estar bem. 

A vida é cheia de desafios, altos e baixos, batalhas ganhas e batalhas perdidas. Os contratempos acontecem, as derrotas só nos tornem mais fortes, as frustrações também fazem parte da vida para aprender-mos a crescer enquanto pessoas. Sou daquelas pessoas que acredita que tudo é uma questão de fases e it's okay to not be okay. Porém, acredita sempre, mesmo no teu dia mais escuro, que vai ficar tudo bem e que no fim, vai dar tudo certo pois a vida tem destas coisas para nos colocar de volta ao nosso caminho, onde realmente pertencemos. 

 

19. Não fazer planos. 

Isto é daquelas coisas que ainda estou a aprender. Fazer planos implica colocar as expectativas bem lá em cima o que faz com que se o resultado não sair como o planeado, leva a desilusões e frustrações. Por isso é que muitas das vezes prefiro deixar as coisas correrem e fluírem ao seu ritmo sem fazer grandes planos pois não estamos no comando de tudo. E temos de aceitar isso. Como se costuma dizer "Aceita que dói menos".

 

Espero que tenham gostado deste post, que tenho a certeza que vai deixar-vos a refletir sobre algum tópico que aqui escrevi e que certamente, identificar-se-ão com algum deles. 

Desabafos da Alma #1

Não sei bem por onde começar nem o porquê de escrever isto desta forma mais crítica, quiçá. Porém, debato muito sobre isto para comigo. Até pode ser implicância minha ou até mesmo esquisitice daquele meu lado estranho que até a mim mesma consegue surpreender. Mas, nada do que escreverei aqui é algo que partiu do meu imaginário mas sim a realidade que muitos preferem não ver ou talvez nunca observada com olhos de ver. 

Redes sociais - o grande tema. É uma ferramenta de comunicação de muitos e de lazer de tantos outros até existir a "profissão" (entre muitas aspas) de influencer. Nada contra. Eu própria sendo blogger também estou, de certo modo, incluída no pacote. No entanto as redes sociais elevaram a fasquia. Mesmo não sendo fonte de rendimento, agora as redes sociais transformaram-se em algo onde se compartilha a "vida perfeita". E há muito que se lhe diga pois continuo a defender que não há perfeição. No entanto, toda a gente cobra-se demasiado e esforça-se de forma tão doentia, até, para ter o feed "perfeito", os stories "perfeitos", tudo impecável. Então, agora que estamos no verão, ainda pior! São fotos de biquíni na praia, onde até se prende a respiração e faz-se poses e apanham-se ângulos de esconder a barriga e a aumentar o rabo, são histórias de férias de verão que se formos a ver não são nada económicas para a carteira, e por aí vamos. Cada scroll que uma pessoa faça na timeline ou cada story que uma pessoa veja, vai tudo bater ao mesmo! Hoje em dia há toda uma competição frenética para ver quem leva para casa o prémio de melhor perfil das redes sociais. 

E mais! - Sim porque não ficamos por aqui! - As pessoas postam cada figura que até dá pena. Sinceramente, qual é a necessidade de postarem aquele tipo de coisas na internet? Será que não sabem que uma vez na net, nunca mais sai? E o desrespeito para connosco mesmos que estamos a perder quando postamos algo assim? Já para nem falar de dignidade, uma vez que, a meu ver, a partir do momento em que estas coisas vão parar à internet, perde-se o resto de dignidade e amor próprio que sobra (e se é que alguma vez existiu, não é!?). E depois cai um chuva de likes e comentários com montes emojis que deixam as pessoas a criar metas de "nesta publicação tenho menos likes do que naquela" e a viver constantemente em ilusões.

Sem falar na toxicidade que é! Uma pessoa na vida real abre o Instagram, por exemplo, e vê um corpo aparentemente bonito (mesmo que esteja todo editado no Photoshop e noutras apps similares), olha para aquilo e automaticamente compara-se. E é aí que começa a bater mal dos parafusos porque queria ser assim mas não é. Mesmo sabendo do facto que nas redes sociais o que está na moda é a "vida (aparentemente) perfeita" e que ninguém se deve comparar a ninguém, que somos todos lindos e maravilhosos, seres únicos, cada qual com os seus defeitos e qualidades, é quase impossível não se comparar!

E pergunto para quê minha gente? De que serve tudo isto? O que vamos ganhar com isto se no fim da vida, pobre ou rico, vai parar ao mesmo lugar!? Por isso é que eu acho que as redes sociais estão cada vez mais tóxicas e cada vez mais evito passar muito tempo lá. Porque para mim, este género de coisas não faz sentido.

Agora as redes sociais passaram a ser o mundo da perfeição e da fantasia, sítio da toxicidade devido ao mau uso das mesmas. Mas pronto, foi apenas um desabafo, cada qual acredita no que acredita, cada qual com a sua opinião e ainda com sua liberdade de expressão. Apenas fiz este reparo para que reflitam um pouco mais antes de apertar o botão de "Publicar".  

Acabei o 12ºano e agora? - A minha experiência no secundário

Pois é, o título já fala só por si. E a verdade é que confesso que, finalmente, com os meus dezoito anos feitos e com os dezanove no horizonte, concluí o secundário. Não foi de todo fácil, foi um secundário muito atribulado cheio de medos, ansiedades, trabalho árduo e muitas frustrações. Não estou aqui a dizer que todas as experiências no secundário são iguais e se quem está a ler este post vai entrar no ensino secundário agora, não quero vos afligir ou vos traumatizar, está bem? Só vim contar a minha experiências destes últimos quatro anos da minha vida. Sim, leram bem, foram quatro anos e se vocês estiverem interessados, mais à frente vão entender o porquê de quatro anos em vez de três anos como é suposto ser mas antes, vou já avisando que eu não sou normal tal como as outras pessoas da minha idade se fosse, quase aposto que conseguiria fazer isto em três anos. 

Para contextualizar, até ao nono ano sempre fui considerada uma boa aluna e as minhas notas sempre foram luxuosos quatros e de vez enquanto um cinco a estrelar sobretudo nas artes visuais. O que sempre manchou a minha pauta era o três de educação física e de vez enquanto um três a matemática, que sempre com grande estudo e empenho facilmente virava um quatro. Até que, no fim do nono ano, com a mudança do ensino básico para o secundário, fui obrigada, como tantos outros alunos, a decidir que via iria seguir. Na altura os meus sonhos eram outros, queria ser médica, estudar a diabetes e descobrir a cura para aquela que também era uma doença minha. Então enveredei para o curso humanístico de Ciências e Tecnologias, que também é o curso mais abrangente a nível de opções para o ensino universitário. Matriculei-me e fui admitida na escola secundária que pretendia estudar, sendo esta a escola pública mais requisitada da Ilha da Madeira na altura, ainda hoje é. E lá começou a minha experiência mirabolante, um percurso cheio de altos e baixos, rodeado de obstáculos, enfim. 

Foi em 2016, com os meus quinze anitos acabadinhos de fazer, que entrei no meu décimo ano nesse curso de Ciências e Tecnologias e foi aí que a minha vida mudou, e não estou só a falar da académica mas também da pessoal. Foi aí que percebi que afinal o ensino até ao nono ano não nos prepara para o que aí vem. Eu criei muitas expectativas quanto às minhas notas, pensei que facilmente iria conseguir obter resultados semelhantes aos que já teria obtido até então, fiquei perdida psicologicamente e emocionalmente. Era muita pressão para mim e admito que eu não sou boa a lidar com pressão. Foi então que houve disciplinas que se destacaram pela positiva em relação a outras. As específicas do meu curso (Física - Química, Biologia e Geologia e Matemática A) era um desastre. Foi então que comecei com mais intensidade em explicações, de Física - Química e Matemática A, para ver se a coisa se dava mas, a Biologia e Geologia também não estava bem. Foi então que saiu as notas do primeiro período, as primeiras duas negativas da minha vida surgiram manchando a minha pauta e a minha reputação, Matemática e Biologia e Geologia, mas que duas. Lembro-me de na altura o meu diretor de turma e a minha professora de biologia (duas pessoas pelas quais tenho um respeito e um carinho enorme) insistirem para que mudasse de curso, que não estaria feliz ali e que poderia ser que me desse melhor nas outras áreas pelas quais destacava-me pela positiva. Nessa altura, não mudei. Quis tentar, fui refletindo, mas era o meu sonho e esse sim falou mais alto. E ao longo desse ano a minha nota em Física - Química foi melhorando (graças às explicações porque nas aulas não se aprendia nada, não por falta de atenção da minha parte, se estou a fazer-me entender!), matemática foi de arrasto sempre num dez fraquinho quase a descambar para o nove e biologia, era aquela coisa. Até que no final do ano, o meu diretor de turma insistiu outra vez na ideia de mudar de curso pois ele bem sabia o quanto me esforçava mas o quanto esse esforço estava a ser em vão. Eu, teimosa como sou, decidi continuar para provar a todos que conseguia chegar ao fim. O que é certo é que cheguei, mas um pouco mais tarde! 

Continuei no curso, e com isto décimo primeiro ano. O décimo primeiro ano é uma ano de pressão, se já senti alguma pressão no décimo ano por ser um ano intenso, de transição e de se habituar a uma nova rotina repleta de mudanças, o décimo primeiro ano é aquele ano em que a pressão aumenta pois é um ano de exames nacionais das disciplinas específicas bianais (de dois anos). No meu caso, as opções das bianais eram Biologia e Geologia, Filosofia e Física - Química. Com isto tive lá eu de tomar uma outra decisão, escolher duas das três bianais para fazer exame, como manda a lei. Pensei muito. Tinha melhor nota a Física - Química mas as bases do décimo eram o meu maior receio, embora andasse na explicação. Tinha Biologia e Geologia, que não tinha explicação, que continuava com negativa, mas que tinha um bom caderno cheio de informação capaz de me ajudar. E por fim, tinha a Filosofia, que não havia qualquer problema. Joguei pela lógica, Filosofia foi uma das escolhas, mas depois ponderei entre as outras duas específicas e como eu detestava física e as minhas notas relativamente à química, mesmo que positivas, eram mais baixas, decidi escolher Biologia. Inscrevi-me com externa ciente que precisava no mínimo de 9,5 valores para passar na disciplina, meti-me em explicações, matei-me a estudar, fiz a primeira fase e nada, nem de perto, fiz a segunda fase, perdi as minhas férias todas de verão a estudar na esperança de que iria conseguir, e acabei por só subir dois valores mas mesmo assim, tão longe do 9,5 que era o objetivo final. Resultado: Não passei na disciplina, fica para o ano. 

Dizem que o décimo segundo é a calma depois das tormentas, bem, não foi bem assim para mim. Começou mal, quando eu fiz a escolha de Química e Psicologia e recebi a notícia que não iriam abrir turmas porque não havia alunos suficientes. O que me fez matricular-me em Biologia e Psicologia. Mas com a condição que teria que concluir primeiro a bianal de 10º e 11º anos para puder avançar para a biologia de décimo segundo. Resultado final: tive de me inscrever numa turma de décimo primeiro ano que fosse compatível com os meus horários, assistir às aulas de 12ºano para ser submetida a uma prova de equivalência a frequência que me iria garantir a biologia de décimo segundo, se tirasse 9,5 valores, no mínimo. Isto tudo se quisesse despachar nesse mesmo ano. Submeti-me a toda essa carga horária, a todo esse esforço, empenhei-me mais que nunca. Fiz quatro exames no fim, o do ano anterior de Biologia e Geologia, os dois exames obrigatórios de décimo segundo, no meu curso, o de Português e Matemática A e ainda, o de equivalência a frequência de biologia que era composto pela parte prática - uma experiência, e a parte teórica onde apareceu os cinco módulos previstos sendo que três deles não foram trabalhados em sala de aula uma vez que não são obrigatórios. Agora imaginem estudar para quatro exames que se realizam em duas semanas consecutivas, já para nem falar que Camões não sabia resolver uma inequação de segundo grau, nem que Fernando Pessoa tinha conhecimento de identificar diferentes tipos de rochas e dizer o seu grau de porosidade. Portanto, resumidamente, alguma coisa iria ficar para trás. E ficou, naturalmente, simplesmente acabei por dedicar-me a estudar conteúdo que tinha maior dificuldade e deixar o Português um pouco de parte e mesmo assim, por rever a matéria de três anos em menos de uma semana, acabei por me safar (haja alguma coisa boa, nesta vida!). Já para nem falar que prometi a mim mesma que, independentemente dos resultados, não iria estragar mais um verão a estudar para ir à segunda fase pois foi coisa que me marcou muito e de forma tão negativa no ano anterior ao ponto de mexer muito com o meu psicológico. 

Os resultados foram ditos por uma amiga minha quando já estava no avião para ir para Évora. Eu já estava mentalizada que iria chumbar a matemática, mesmo assim, vendo pelo lado positivo da coisa, ainda tirei quatro valores (foi vergonhoso, eu sei!), metade dos valores que precisava para passar mas tal como a minha mãe diz "foi melhor perder com quatro do que com um, isso sim é vergonha" e fomos viajar descansados, aproveitar, mesmo com uma grande mágoa no peito, adorei a viagem e soube tão bem aqueles dias. Já agora, Évora é lindo!

E pronto, acho que já podem perceber o porquê de ter ficado mais um ano, a culpa foi da matemática. Mas já que o fiquei, aproveitei e fiz melhoria da nota de biologia no qual acabou por compensar a minha média. E assim, terminei o meu secundário e estou pronta para novas mudanças e pronta para esta transição para aquele que é o último ciclo de estudos antes de entrar no mercado de trabalho. E confesso que as incertezas surgem, mas espero ter-vos desse lado a acompanhar toda esta minha transição. 

E como disse no início, não é pela minha experiência no secundário tenha sido menos positiva e um pouco traumatizante até, que a vossa será igual. Mas uma coisa vos digo, se eu pudesse voltar atrás, seguiria desde cedo o conselho do meu diretor de turma para mudar de curso e esse seria Línguas e Humanidades.  

Histórias por detrás das minhas fotos do Instagram

Bom dia malta, o post de hoje é bem diferente do que estou habituada a escrever por aqui porém é interessante puder partilhar isto. Sempre que navego pelo Instagram e me preencho com imagens inspiradoras e perfeitas das pessoas que sigo por lá, tento sempre imaginar o "por detrás das câmaras", os momentos fail até conseguirem obter o resultado final, naquilo que se inspirarem para tirar aquela foto, a localização e até mesmo na edição da imagem. E ninguém imagina a trabalheira que dá para ter um Instagram "bonito" e organizado. Eu bem tento ter o meu assim mas já algum tempo estagnei nas fotografias porque, entretanto, a minha rotina alterou-se e simplesmente não tenho ido para sítios que me inspiram a fotografar. 

No entanto, de todas as minhas fotos no Instagram, tenho momentos hilariantes e outros surpreendentes por detrás dos cliques, dos likes e do resultado final. Um processo infindável, enfim. Por isso, decidi partilhar algumas das minhas fotos de Instagram e as histórias por detrás do que vocês veem para vocês rirem-se também. 

 

 
 
 
 
 
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ela está tão na boa que até o coração dela está a sorrir❣️

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Esta foto foi tirada pela minha mãe no Cristo Rei, no Garajau. Tiramos, sem exagero, umas trezentas fotos e foi necessário convencerem-me a publicar. Para ser sincera, não sei, não gostei do resultado delas, na minha cabeça todas elas tinham um defeito. E foi preciso cortar o tamanho da foto e editar para gostar delas.

 

 
 
 
 
 
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But these are days we dream about when the sunlight paints us gold. 🌅

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Das minhas fotos preferidas. Ao pôr do sol. Tirei na Figueira da Foz, na minha última viagem a Coimbra. Sem muitos esforços, só queria que se visse o quão bonito estava aquele pôr do sol. Apesar de afónica e cheia de dores de garganta, ali estava eu, a captar o momento. Depois de a tirar, nem me preocupei em ver como tinha ficado. Aproveitei o simples facto de estar ali.

 

 
 
 
 
 
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I don’t care if you think I am 15 because my CC says I’m turning 18 today 🧡 so Happy Birthday to me 🥳🎁

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Esta foi a foto que decidi publicar no dia dos meus anos, no ano passado. Na verdade tirei - a três dias antes, quando fui celebrar o aniversário de uma das minhas melhores amigas e a legenda foi sem dúvida o ponto alto da foto porque sim, sempre que digo a alguém que tenho 18 anos as pessoas ficam surpresas porque, aparentemente, para elas tenho cara de quem tem 15 ou 16 anos. Lado positivo: quando chegar aos 40 vou parecer que tenho 20. 

 

 
 
 
 
 
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A alegria é a coisa mais séria da vida. 🙃

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Estas fotos no The Red Car ficaram bem lindas. São as minhas preferidas. Foi na altura que este estabelecimento abriu, só se via fotos por lá e como tinha uma vibe de anos 80 a 90, vesti-me também nessa vibe quando eu e as minhas amigas decidimos passear por aqueles lados. Eu adorei o sítio e confesso que são das minhas melhores fotos de Instagram.

 

 
 
 
 
 
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Growing up

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Esta foto foi tirada no Castanheiro Boutique Hotel, local onde eu e uns amigos costumávamos ir ocupar o tempo entre feriados de aulas. Neste dia, como estava a chover não tivemos aula de educação física e decidimos passear porque, assim que toda a gente se despediu do professor o sol voltou a brilhar. Momento para dar uma fugida até um dos sítios do costume. A história hilariante desta foto é que me sentei num banco que estava ainda um pouco molhado e fiquei com uma boa parte das minhas pernas molhadas, só não chegou ao rabo porque o casaco era impermeável e não deixou passar água,claro que fiquei com alguma raiva na minha pessoa por não ter se certificado que aquela parte do banco estava molhada antes de me sentar, burrinha.E para piorar a coisa, tinha teste logo na aula depois. Cheguei à escola, fiz o meu teste, ainda com as calças húmidas e tirei alta nota nesse teste, pelo menos alguma coisa a meu favor. No entanto, a foto fico ótima (tive que recortar apenas um pouquinho para ninguém se aperceber do "acidente") e isto serve para vos dar duas lições: primeira, nunca se sentem em nada só porque aparentemente vos parece seco, certifiquem-se com a mão antes de se sentarem, e segundo, a vida no Instagram é tudo muito perfeito mas o "por detrás das câmaras" é bem real.

 

 
 
 
 
 
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In peace ✌🏼

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Num outro feriado de aulas, decidimos ir para o Jardim Municipal do Funchal e o que aconteceu foi isto. O sol bateu no momento em que estava a tirar a foto e criou um arco - íris. Não foi nada planeado, apenas aconteceu e ficou tão lindo.

 

 
 
 
 
 
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Women hold up half the sky. ✨🌙

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Ainda me pergunto como é que não falei desta. Isto foi tirada numa parte da marinha do Funchal. Mesmo com pessoas a passearem no cais, consegui tirar umas quantas fotos incríveis. Este ângulo ficou mesmo muito bom. O objetivo era aparecer um pouco do céu e a parede por detrás de mim, o máximo de parede possível até porque eu me apaixonei pela arte e pelos símbolos das pessoas que por lá passaram, de tantos países e tantas nacionalidades diferentes, que decidiram deixar a sua marca ali. E este foi o resultado final.

 
 
 
 
 
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Um palavra: Gratidão 🙏🏼

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Dos tempos em que tinha o cabelo gigante. Quero voltar a ter. Facto interessante: fiz madeixas que acabaram por arrebentar imenso o cabelo, mesmo usando shampoos de cabeleireiro e tudo mais, a única solução foi cortar. Esta foto foi tirada no Porto Moniz, no dia em que fiz os meus 17 anos mas publicada dias mais tarde.

 

 
 
 
 
 
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No dia que tirei esta foto, não estava a sentir-me confiante para a publicar, nem sei bem. Sentia-me mal comigo mesma, no que dependesse de mim esta foto nem seria publicada mas tive um monte de pessoas (familiares) que insistiram tanto para que as publicasse. E agora que olho para trás, vejo que seria um desperdício se não as publicasse. Lembro-me tanto desse dia, foi tão bom!

 

 
 
 
 
 
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Para quem me conhece sabe o quão picuinhas e exigente sou com fotos, neste dia, massacrei a minha prima com tanta foto. Até senti pena dela que no final do dia já revirava os olhos quando lhe pedia para que tirasse mais uma. Na verdade, as fotos, no geral, até que ficaram bem mas pela quantidade que ela tirou, se eu achasse que não tinha nenhuma que se aproveitasse, acho que ela me "matava".

 

E pronto, revelei um pouco das histórias dos bastidores das minhas fotos de Instagram. 

Espero que tenham gostado.

Beijinhos. 

Uma manhã sem telemóvel...

Spoiler: Não morri!!

O despertador tocou às 06:35h da manhã para mais um dia de aulas. Eu acordei com o meu ânimo matinal e comecei a me arranjar nas minhas calmas como sempre faço, ou melhor, a me atrasar! Estava tudo dentro do timing, fantástico, até que olhei para o relógio e só faltavam menos de 2 minutos para apanhar o autocarro portanto, vejamos, soaram as sirenes, uma correria total com o intuito de me agasalhar o máximo possível e descer para apanhar o autocarro. Vejamos só, casaco está, cachecol check, gorro também, batom dou no autocarro e bora, sempre a abrir pela escadaria fora. 

Mal entrei no autocarro, e é algo que tem vindo a acontecer ultimamente, o meu cérebro entra em transe buscando as mil e uma coisas que não posso esquecer fazer e outras mil e uma coisas que me esqueci entre as quais o meu bem dito telemóvel. Vejamos, a minha reação, a priori, foi "bolas! cabeça de alho chocho!" e só depois a bola de neve começou-se a desenrolar no meu anterior (sim, sofro de ansiedade, cada acontecimento que acontece na minha vida seja positivo ou negativo é vivido mais intensamente!) "e agora? a minha mãe vai ficar tão aflita, ligar-me mil e quinhentas vezes, pensar que me deu um piripaque qualquer na rua e me procurar no hospital haver se dei entrada por lá" e só depois disto é que respirei profundamente e tentei ver as coisas numa outra perspetiva, analisei a situação como se de uma investigação ultra-secreta se tratasse e cheguei à conclusão de que não valia a pena me preocupar com coisas que eu própria não estou no comando. Pensei também em pedir o telemóvel emprestado a algum colega de turma só para enviar um sms a dizer que estava viva e a explicar (resumidamente) a situação, tenho a certeza de que ninguém rejeitaria mas, mesmo assim, não o fiz.

E mal cheguei ao pé dela, tranquilizei - a. Ela logo se apercebeu que tinha deixado o telemóvel em casa e nem parecia tão preocupada com isso quanto imaginei anteriormente. Ela própria reconheceu que a manhã tinha sido uma loucura e ainda rimos sobre isso as duas. Portanto, para adicionar, fui buscar o telemóvel a casa antes de continuar a parte da tarde.

Ao fim ao cabo, a minha prioridade era mesmo avisar a minha mãe, pelo que, nem senti muita diferença em não fazer o primeiro check nas redes sociais depois de oito horas sem ir, nem senti muita diferença em não responder a mensagens, e-mails, DM's, aproveitei para olhar para o mundo exterior, para a natureza, para tudo à minha volta enquanto estava sentada confortavelmente no autocarro. Foi uma experiência tão estranhamente libertadora, tão benéfica para mim. Precisava disto, na verdade. Embora, tenha que confessar que assim que o meu telemóvel voltou para as minhas mãos, dei uma breve olhada nas notificações que tinha perdido mas voltei a bloquear. 

 

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