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Conversas e Café

Estou vacinada!

Estou bácinada! *ler com "sotaque do norte"* (desculpem mas não resisti fazer esta piada, mas que fique registado que adoro a pronúncia do norte do nosso país!). 

Na verdade já estou (toda) vacinada desde o dia 19 de agosto porém, só hoje é que vi dar feedback da minha experiência um pouquinho traumatizante, com esta minha segunda dose da Pfizer. Se na primeira dose foi super tranquilo, que até fiz um post aqui, esta foi um pouco mais "difícil". 

Não querendo traumatizar as pessoas que ainda estão indecisas sobre ir ou não levar a vacina, e se ainda há pessoas com esse dilema, ainda há tanta dúvida porquê? Porque preferem ouvir os TikToks ou vídeos de movimentos antivacinas em vez dos especialistas, voz da ciência?! Não se acredita tudo o que se lê, atenção!

Mas quanto à segunda dose, digamos que estava tudo tranquilo depois da vacina, até ao dia seguinte. Acordei já com sintomas de gripe e com febre que se prolongou durante todo o dia mas nada que o meu amigo ben-u-ron de 1g de 6h em 6h não resolvesse. Nesse dia, lembro-me do esforço que fiz para ter de sair de casa, já nem me lembrava de como era sentir-me doente. No entanto, quanto a sintomas ficou por aí. Já para nem falar do braço inchado que ainda hoje está um bocadinho. O meu maior medo era mesmo se passava mal a noite, visto que às 2h da manhã seria a hora da próxima toma mas, sinceramente, nem senti necessidade de me intoxicar e dormi que nem um anjinho e acordei fresca que nem uma alface do LIDL. 

Isto para dizer que passei por um bocado mas tenho a certeza que valeu a pena pois tenho a vacinação completa e não poderia estar mais feliz e radiante por ver uma luz ao fundo do túnel. 

Vacinem-se também. Protejam-se, a vocês e aos outros! 

Vestidos de Cetim: Desde as cerimónias ao dia a dia...

Voltei para falar-vos de uma peça que estou estupidamente apaixonada, os vestidos de cetim. Pessoalmente, sou da opinião que é daquelas peças práticas, que toda-a-gente-precisa-de-ter pela sua versatilidade. O resultado do outfit vai depender essencialmente da forma como a conjugamos, desde acessórios a calçado, a forma como "brincamos" com as peças. E a moda é isto o tempo tudo. Ela permite criatividade na forma como "brincamos" e combinamos as peças. E daí nasce algo único. 

Os vestidos de cetim, ao olharmos para ele num só, quando ele está no cabide numa loja ou até mesmo em casa, é algo que nós associamos automaticamente a algo mais propício a festas ou a eventos que exigem um maior cuidado com o dress code. No entanto, as fashionistas demonstraram com muita criatividade que podemos usá-los em diversas ocasiões, inclusive no nosso dia a dia com os nossos ténis preferidos. 

Vamos lá nos inspirar nos seguintes outfits para ver como funciona? 

Tal como já tinha referido, vai tudo depender de como o vamos conjugar para obter diferentes resultados. Assim, com um vestido de cetim que vocês compraram para o casamento da vossa amiga, podem fazer produções diferentes, substituindo o salto por uma sandália rasa ou por uma sapatilha, colocando uma t-shirt por dentro (ou não), colocar uma jaqueta de ganga e substituir a clutch por uma mala maior. Os acessórios como chapéus e cintos podem ser também utilizados. Quanto a lojas, vocês encontrem de imensas cores e imensos modelos diferentes, para todos os gostos tanto em lojas físicas como a Zara, como em lojinhas online. 

 

E vocês? Usariam estes vestidos no vosso dia a dia? 

Espero que tenham gostado! 

 

(Imagens: Pinterest)

Diabetes | O que ninguém conta sobre hipoglicémias?

Vou falar-vos hoje sobre um tema delicado, talvez uma das coisas que dá-me mais medo de acontecer na minha doença, as hipoglicémias. E se não as sinto? Vou parar ao hospital em estado de coma. É um desafio enorme lidar com a diabetes, digo isto mesmo passados onze anos de doença. É uma doença crónica quase inofensiva aos olhos e muitas vezes desvalorizada mas ela existe e exige uma especial atenção, um constante controlo, para que tudo dê certo e com vista num futuro com maior qualidade de vida possível, mesmo que esse futuro obrigue a picadas e tudo mais. E cabe a um diabético, independentemente, do tipo diagnosticado, I ou II, garantir essa qualidade de vida e esse controlo. 

Mas centremos-nos nas hipoglicémias, que é o tema que vim abordar hoje. Estas são as conhecidas, numa linguagem mais simples, por "baixas de açúcar". Constam, simplesmente, quando o açúcar no sangue encontra-se abaixo de 70mg/dl. As pessoas sem esta patologia também podem ter baixas de açúcar isto se passarem muito tempo sem comer, por exemplo. E é muito fácil perceber quando tal acontece pois provoca um mau estar gigante. Começa geralmente com uma mudança de humor repentina, uma pessoa quando começa com uma hipo, geralmente, começa a ficar um pouco alterada (acontece-me às vezes), depois começa a transpirar, a tremer, fica com (muita) fome, um tanto de dor de cabeça, uma fraqueza com a sensação de "leveza" e quanto mais baixos piores são os sintomas, incapacidade de concentração, perturbações na visão, até mesmo convulsões e desmaio que conduz ao coma. 

No entanto, não é só isto que interessa saber sobre as hipoglicémias, há muito mais coisas que necessitamos de saber sobre o assunto e isto foram coisas que fui descobrindo aos poucos com as minhas próprias experiências e outras ditas pelas próprias enfermeiras e a minha endocronologista que me acompanham desde o início desta dura jornada. 

 

Uma hipoglicémia deixa sequelas

Uma hipoglicémia afeta o cérebro. Quando a temos, o cérebro comanda o nosso corpo a produzir adrenalina nos mais diversos órgãos, tal como o fígado, por exemplo. Daí a importância de tratar da hipoglicémia assim que sentimos que algo não está bem connosco. Pois, quanto mais tempo tivermos com uma baixa de açúcar mais o nosso corpo vai precisar de adrenalina e é importante ter em mente que o açúcar é o principal produtor de energia no nosso corpo portanto o défice e o excesso do mesmo no sangue é prejudicial. Independentemente do tempo que estivermos em baixa, seja 15 minutos ou mais, vamos acabar sempre com sequelas que são irreversíveis uma vez que se trata de células "queimadas" no cérebro. Mas é muito diferente o seu grau de sequelas se compararmos um hipo de 15 minutos a uma hipo de 30 minutos, por exemplo. 

 

O cérebro demora entre 24 a 48 horas a recuperar de uma hipoglicémia 

Como já foi dito anteriormente, o cérebro tem um importante papel na produção de adrenalina para ajudar a tratar das hipos. E também já falamos das sequelas. O que acontece é que essas sequelas são sentidas ao longo de um tempo no entanto, aquelas 24 a 48 horas são fundamentais e determinantes para a evolução das sequelas. Neste período de tempo, não é recomendado fazer qualquer tipo de esforço intelectual uma vez que o cérebro ainda está a recuperar do sucedido. Exercícios que exijam de tal forma da mente, bem como a capacidade de processar informação, é bem mais lenta do que habitual. Deste modo, uma coisa que a maior parte das pessoas desconhecem e que é muito desvalorizado sobretudo no mundo académico, é que um estudante que é diabético e teve baixas de açúcar nas 48 a 24 horas antes da prova de avaliação, seja ela exame, teste, frequência ou o que for, não pode, e tem o direito de recusar-se, a fazer a sua realização, uma vez que pode ser prejudicado devido à sua incapacidade de concentração e de processamento de informação, isto tudo segundo os enfermeiros e médicos especializados na área. 

No entanto, isto é tudo muito bonito, mas na realidade, ninguém quer saber. Já realizei, ao longo da minha vida académica, vários testes e exames que exigiam o melhor de mim, no entanto, muitas das vezes ignorei o facto de ter tido uma hipo no dia anterior e a realizei. Se conseguia tirar melhor nota, até podia ter conseguido mas enfim... 

E durante esse período, vais sentir-te a pessoa mais inútil na vida por não conseguires explicar o teu raciocínio de forma clara, vais sentir-te "babada", sem pachorra nem forças para fazer nada senão estar deitada a ver uma boa série ou um filme. É normal, acontece! 

 

Depois da hipoglicémia, a insulina

Leram perfeitamente bem. Após tratar uma hipoglicémia há que saber cobrir os "danos" dos açúcares com a insulina antes que tenhamos surpresas desagradáveis na próxima refeição. Para isso, depois da estabilização dos níveis de açúcar, aplicar duas a três unidades de insulina de modo a reverter a subida exponencial do açúcar no sangue é o ideal. Mas nota que é importante que na próxima dosagem tenhamos em mente da quantidade aplicada após a hipo e descontá-la na próxima refeição/aplicação.

 

As hipoglicémias podem acontecer horas depois da prática de exercício físico

O senso comum tem a tendência a achar que o exercício físico baixa a glicémia logo após a sua prática. Eis uma teoria errada. Na verdade, vai depender de vários factores, desde ao tipo de exercício físico que praticamos (aeróbicos ou anaeróbicos), do esforço e da duração da prática de atividade física. Tudo isto influencia nas alterações da glicémia. Por isso prefiro e sempre procuro conjugar exercícios aeróbicos com exercícios anaeróbicos nas minhas rotinas de treino, isto é, na parte aeróbica, o cardio (passadeira, bicicleta, saltos, etc.), e na parte anaeróbica, musculação. E este método sempre me ajuda a controlar melhor a situação dos açúcares no sangue. 

No entanto, nunca estou livre de uma hipoglicémia cerca de 4 - 6 horas da prática de exercício físico. Muitas vezes tal acontece pois fiz muito esforço num intervalo de tempo muito curto. Quando tal acontece, logo após o treino (que é perto da hora da minha refeição), tenho uma hiperglicémia, isto é, os níveis de açúcar disparam devido às hormonas libertadas também durante o treino tais como a adrenalina e a endorfina, entre outras. Aí tenho que ter especial atenção em reduzir umas duas unidades de insulina do valor previsto que daria numa situação normal para que tal não aconteça. 

Isto para dizer que muitas vezes o processo é inverso e que podemos ter uma queda brusca dos níveis de açúcar do sangue, não logo depois à pratica de exercício físico como passado algum tempo depois. 

 

Já, agora para terminar, gostaria de relembrar os cuidados a ter quando se aproxima de uma hipoglicémia ou quando estamos em hipoglicémia, estas recomendações também são importantes para quem convive com diabéticos e que podem ser muito úteis, uma vez que podem salvar de uma hipo bem como das suas consequências, tal como o coma.

Prestar atenção aos sintomas que descrevi anteriormente (alterações de humor, fadiga, suor, tremer, dor de cabeça, fome, perturbações na visão, sensação de desmaio/fraqueza); 

2º Medição da glicémia: aqui há vários cenários importantes a ter em conta que vão depender do valor. 

  • até 70ml/dl - ingestão de alimentos.

                    Opções: sumo de laranja ou banana ou bolacha MARIA ou ameixa seca.

 

  • de 50 a 70ml/dl - ingestão de 2 pacotes açúcar + lanche 

                    Nota: Após estabilizar, insulina!!

 

  • abaixo de 50 ml/dl - ingestão de 3 pacotes de açúcar + lanche

                   Nota: Após estabilizar, insulina!! 

 

  • em caso de desmaio - colocar açúcar nos lábios e injetar a injeção de emergência, chamar a linha de emergência e explicar a ocorrência. 

 

E assim me despeço.

Boas glicémias!

O medo e o Universo...

Não sei se vocês acreditam na lei da atração e na do retorno, se sim, este post é para vocês.

Cada vez mais o mundo da espiritualidade faz sentido na minha vida. Faz-me olhar e interpretar cada situação/acontecimento numa outra perspetiva. Não sei se tem haver com o facto de ser um pouco mais racional do que a maior parte das pessoas mas, cada vez mais, sinto que cada situação que nos acontece não é por mero acaso.

Gosto de falar nestes temas mas sinto que ainda a humanidade não está nem um pouco preparada para refletir neles com a devida atenção talvez até por preguiça de expandir os horizontes. No entanto, não os considero tabu mas sim algo que simplesmente é alvo de preconceito por ser uma temática um tanto ignorada e desconhecida pela maioria, culturalmente falando. Mas, está na hora de começar a falar mais sobre isto - LEI DA ATRAÇÃO e LEI DO RETORNO - e perceber o impacto que tem no nosso quotidiano mesmo sem darmo-nos de conta. 

Vou explicar sucintamente de que se trata ambas as leis, muito interligadas entre si, e relacionar, depois, com o tema de hoje, o MEDO, seja ele qual for. 

Primeiramente a Lei da Atração. Muito se pode dizer sobre ela mas a forma mais simples de a explicar é que atraímos tudo o que emitimos para o Universo. Não só conscientemente mas também (e sobretudo) inconscientemente. Daí a importância de trabalhar a mente para pensar de um modo mais positivo, o que não é fácil mas também não é algo impossível. Conhecem a frase: "Recebes aquilo em que te focas"? Não há nada mais simples que isso. O FOCO. Se nos focarmos nos nossos objetivos conseguimos alcançar mas agora se começarmos com rodeios e focarmos nos obstáculos que nos aparecem pelo caminho até aos nossos objetivos, então as dificuldades continuam a surgir de forma constante, como se de um ciclo vicioso se tratasse em que os nossos objetivos pareçam menos possíveis de alcançar. E tal acontece em todos os campos da nossa vida. 

De seguida, e não menos importante, quero falar brevemente sobre uma outra lei, a Lei do Retorno. A melhor forma de explicar esta lei é utilizar o exemplo de um Boomerang (e não estou a falar de uma funcionalidade do Instagram 😅). Quando atiramos um boomerang, ele volta sempre ao ponto de partida. Assim acontece com a vida e com esta lei. Deste modo, tudo o que manifestamos, seja por pensamentos ou até mesmo ações, volta da mesma forma e com a mesma intensidade para nós, quanto menos esperarmos por vezes, o karma sempre atua, nunca perdoa nem deixa passar nada em branco. Mas esta lei não atua somente quando fazemos algo de errado mas como também quando agimos corretamente e praticamos o bem. É assim que funciona a lei do retorno por isso, não se esqueçam de medir as vossas ações pois mais tarde ou mais cedo, tudo o que expressarem antes, volta para vocês. 

Mas o que tem haver estas duas leis com o medo? Tem TUDO HAVER! 

Como referi anteriormente, estas duas leis relacionam-se entre si e atuam de forma igual em qualquer situação da nossa vida. Assim sendo, o MEDO de algo ou de alguém, atrai essa situação. Vou dar-vos um exemplo claro que pode ser facilmente aplicado na nossa vida nas mais diversas circunstâncias: o medo de perder algo ou alguém, ao emitir para o Universo essa energia de forma consciente ou até mesmo inconsciente, o Universo vai agir de forma com que aconteçam uma série de peripécias até chegar a esse "objetivo" pois o foco consiste no medo.

É bom referir que o Universo capta tudo e não distingue o que é positivo ou o que é negativo, não há uma filtragem por parte dele. Tudo o que emitimos para o Universo, por mais inconsciente que seja, tiver intensidade, este nos irá retribuir com tal intensidade, como se dissesse "seja feita a sua vontade". Deste modo, convém alertar para tomar cuidado pois quando temos medo de perder, por exemplo, é quando perdemos. 

Que possamos ser sempre positivos, manter o foco no que queremos para a nossa vida sem passar por cima de ninguém, que sejamos sempre fonte e desejaremos o bem para que o Universo possa retribuir com tudo o que há de melhor na vida. Não há que ter medo, há que ter atitude. Mudar estes sentimentos de insegurança e negatividade para uma vida mais plena. 

Vale a pena pensar nisto!

A autora

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